Quatro pessoas envolvidas em esquemas de corrupção dentro do palácio do Rio Branco receberam novas punições
Em uma operação que investiga lavagem de dinheiro, o Ministério Público de Ribeirão Preto obteve novas condenações. O ex-advogado do sindicato dos servidores, Sandro Rovane, já preso por receber propina, recebeu mais 16 anos de prisão por lavagem de dinheiro.
Lavagem de Dinheiro: Um Esquema Intrincado
A operação, que envolve vários réus e fatos complexos, destaca a dificuldade em rastrear o dinheiro desviado. O promotor Leonardo Romanelli explica que a lavagem de dinheiro é um processo intrincado e relativamente novo no direito brasileiro, com desafios como a paralisação dos dados do COAF em 2023. O esquema envolveu saques fracionados e movimentação de dinheiro ilícito entre familiares e amigos de Rovane, incluindo a aquisição de imóveis de alto valor.
Condenações e Busca por Foragidos
Além de Rovane, outras pessoas foram condenadas: Marcelo Girgomes (8 anos e 2 meses, foragido), Ana Claudia Silvaneto (filha de Rovane, 5 anos e 7 meses em regime semi-aberto), e Paulo Roberto Nogueira (4 anos e meio em regime semi-aberto). O Ministério Público busca a localização e a extradição de Girgomes, enquanto as penas mais brandas para Silvaneto e Nogueira se justificam pela menor participação no esquema e pelos laços familiares ou de confiança com Rovane. O Ministério Público pretende pedir novas prisões em breve.
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A Busca por Justiça
O promotor Romanelli expressa preocupação com a lentidão do processo e a baixa quantidade de prisões em relação ao tamanho do rombo financeiro. Ele compara a situação com outros países, onde casos semelhantes resultaram em prisões mais rápidas e contundentes. A defesa dos condenados apresentou diferentes versões dos fatos, com negações de envolvimento e promessas de recursos.



