Vereador afastado é alvo de investigação pelos crimes de exercício irregular de medicina, uso de documento falso e corrução
O juiz Roberto Estandorf Malheiros, da 1ª Vara Criminal da Fazenda de Ribeirão Preto, proibiu o vereador afastado Valdir Vilela (PSD) de usar veículos oficiais para fins particulares. A decisão, publicada na terça-feira (21/11/2023), impõe multa de R$ 5 mil por descumprimento e solicita informações sobre um ex-comissionado de Vilela.
Ação Popular e Denúncia
O mandado atende a uma ação popular do advogado Alexandre Souza, ex-candidato a prefeito de Ribeirão Preto. A ação foi motivada por denúncia do jornal Cidadão, que expôs o uso de veículo oficial por Vilela para fins particulares e o exercício ilegal da medicina para angariar votos. O Ministério Público se posicionou favoravelmente à ação, reforçando a ilegalidade do uso de dinheiro público para fins privados. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) também se envolveu, contribuindo para o afastamento de Vilela antes mesmo da ação na 1ª Vara da Fazenda Pública.
Reação da Câmara e Processos em Andamento
O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Simões, afirmou que, desde o afastamento de Vilela em atrássto, o vereador não utiliza mais o carro oficial. As providências incluíram exonerações de comissionados do gabinete. Vilela foi absolvido em processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara. Entretanto, investigações da Polícia Civil e do Gaeco continuam, apurando crimes como exercício irregular da medicina, uso de documento falso e corrupção passiva e ativa.
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Situação Financeira e Contexto
Apesar do afastamento, Vilela recebe R$ 13.800 mensais. A Câmara atualmente remunera 28 vereadores, incluindo o suplente Dadinho (PTB), Márcio Zeriel, conforme informações da Rádio CBN Ribeirão Preto. A decisão judicial reforça a importância da transparência e do uso adequado dos recursos públicos.



