Acidente ocorreu na avenida Luzitana, no Parque Ribeirão, em 2014; TJ avaliou que o comerciante não teve a intenção de matar
Em uma reviravolta judicial, o caso de Mateus José Andrade, envolvido em um acidente que vitimou Vilma Aparecida Silva Santos e Aneta Aparecida Alves em julho de 2014, em Ribeirão Preto, teve sua tipificação criminal alterada.
Mudança na Tipificação
Inicialmente acusado de homicídio doloso, crime que pressupõe intenção de matar, Andrade agora responde por homicídio culposo, ou seja, sem a intenção de causar a morte das vítimas. A decisão partiu da Justiça de São Paulo, mas o Ministério Público recorreu, e o caso será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.
O Acidente e suas Consequências
O acidente ocorreu na Avenida Luzitana, no Parque Ribeirão, zona oeste de Ribeirão Preto. Um laudo toxicológico apontou que a condutora, Vilma, estava embriagada. Andrade, que se recusou ao teste do bafômetro, admitiu ter consumido álcool e drogas antes do acidente. As duas vítimas morreram no local. Andrade está em liberdade desde agosto de 2014, após a defesa conseguir um habeas corpus.
A Defesa e o Julgamento
A defesa de Andrade argumenta que não houve intenção de matar e contesta as provas da embriaguez do réu no momento do acidente. O Superior Tribunal de Justiça analisará o caso, definindo a sentença final. Dez anos após o ocorrido, a justiça busca determinar a responsabilidade de Mateus José Andrade no trágico evento.



