Maicon de Oliveira dos Santos alega ter atirado para se defender de um assalto, mas atingiu e matou Júlia Ferraz Signoreto
A Justiça decidiu levar a júri popular o policial militar Maicon de Oliveira dos Santos, acusado de matar Júlia Ferrar em Ribeirão Preto. O crime ocorreu em atrássto de 2022, na Avenida Independência.
O crime e a prisão do policial
Júlia foi atingida por um disparo do policial enquanto saia de uma casa noturna. Segundo o Ministério Público, Maicon atirou contra dois jovens em uma moto após uma briga de trânsito, e Júlia foi atingida acidentalmente. O policial foi preso, mas logo libertado. Imagens do ocorrido comprovam a versão do Ministério Público.
As acusações e a defesa
A denúncia contra Maicon é por homicídio qualificado, além de duas tentativas de homicídio contra os ocupantes da moto. O promotor Marcos Tullo-Nicolino se disse confiante na condenação, afirmando que a conduta do policial, treinado para lidar com situações de conflito, foi ainda mais grave. A defesa do policial alega legítima defesa, versão refutada pelo promotor e pelas imagens do crime. A defesa dos jovens na moto nega qualquer tentativa de roubo. A família de Júlia, representada pelo advogado Maurício Lins Ferraz, espera agilidade da Justiça e a prisão preventiva do policial.
Julgamento e próximos passos
A decisão de levar o caso a júri popular representa um avanço para a família de Júlia e para as outras vítimas. A defesa de Maicon de Oliveira dos Santos afirma que avaliará a possibilidade de recurso, mas a expectativa é de que o julgamento ocorra em breve. O caso gerou comoção na cidade e destaca a importância da apuração rigorosa de crimes cometidos por agentes de segurança pública.



