Grupo é acusado de fraudar licitações de venda de materiais e uniformes escolares; esquema teria desviado R$ 40 milhões
A Justiça decretou a prisão preventiva de 13 dos 14 investigados na Operação Dolus, que apura fraudes em contratos e licitações de material e uniformes escolares em prefeituras paulistas. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 40 milhões.
Prisões e Denúncia Aceita
As prisões foram decretadas pela primeira vara criminal de Orlândia, que também aceitou a denúncia contra os investigados. Apenas um acusado, um ex-diretor de empresas envolvidas na quadrilha que já não atuava na organização há mais de um ano, responderá em liberdade.
Continuação das Investigações
O Ministério Público (MP) afirmou que as investigações prosseguirão, apurando crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, lavagem de dinheiro e fraudes licitatórias. Há grande quantidade de material apreendido a ser analisado. A operação Dolus é um desdobramento da Operação Loc de 2019, revelando um esquema de corrupção com ramificações maiores e desvio de recursos muito superior aos R$ 14 milhões inicialmente descobertos.
Modus Operandi da Quadrilha
Para vencer licitações e combinar valores, o grupo utilizava empresas em nome de laranjas, frequentemente familiares e funcionários com o mesmo endereço. Em alguns casos, as empresas sequer existiam, mas a movimentação financeira ocorria em suas contas bancárias. Servidores públicos das prefeituras também estariam envolvidos.
A Operação Dolus segue em andamento, com a prisão preventiva de 13 investigados marcando um importante passo na investigação.



