Advogado foi condenado a 14 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado; ele atropelou a vítima depois de uma festa
Após onze anos de espera, a justiça determinou a prisão de Alexandre Luiz Maturana, advogado condenado por atropelar e matar o estudante Ruben Falcone de Oliveira em 2008. A decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que negou todos os recursos do réu, trouxe um misto de alívio e justiça para Cristina de Oliveira, mãe do jovem de 16 anos.
O crime e a condenação
Ruben foi atropelado na saída de uma festa. Maturana foi condenado a 14 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado: motivo torpe e dificultar a defesa da vítima. A defesa de Maturana sempre alegou inocência, afirmando que Ruben teria se jogado na frente do carro.
A longa espera por justiça
Para Cristina, a demora de onze anos para a execução da pena foi torturante. “Ele acabou com a minha vida, ele acabou com o meu filho, ele tirou todos os sonhos do meu filho”, desabafou a mãe, descrevendo os sonhos de Ruben em se tornar mecânico. Daniel Pacheco, professor de direito da USP, explica que a demora é comum devido aos recursos judiciais, mas a decisão do TJ sinaliza que o caso não ficará impune. Com a condenação em segunda instância, a tendência é que o cumprimento da pena se inicie em breve.
Leia também
Esperança de justiça
A decisão do TJ representa uma luz de esperança para a família de Ruben. Após dois anos do julgamento e inúmeros recursos, a prisão de Maturana se aproxima, trazendo a possibilidade de um fechamento, ainda que tardio, para esse doloroso capítulo de suas vidas. A justiça, finalmente, começa a ser feita.



