Seis policiais civis e um vereador são suspeitos de receberem quantias indevidas para devolver bens recuperados pela Polícia
A Justiça de Ituverava prorrogou as prisões temporárias de seis policiais civis e um vereador, suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção. A decisão, assinada pelo juiz José Magno Loureiro Jr., estende a detenção por mais cinco dias.
Prisões e Investigações
Presos desde a última quinta-feira, os suspeitos são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Corregedoria da Polícia Civil. Entre eles estão o delegado João Paulo de Oliveira Marques e o vereador João Batista Nogueira, conhecido como João do Guincho. A defesa do delegado afirmou esperar a prorrogação e confiar na Justiça. A reportagem tentou contato com a defesa do vereador, sem sucesso.
Complexidade do Caso
O juiz justificou a prorrogação das prisões pela complexidade das investigações, que incluem interrogatórios, oitivas em outros estados e análise de provas. Pedidos de habeas corpus foram rejeitados. A operação, denominada QSJ (referência à gíria policial para “dinheiro”), cumpriu sete mandados de prisão e oito de busca e apreensão em diversas cidades de São Paulo e Minas Gerais.
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Desdobramentos e Contexto
A investigação começou no final do ano passado, após a desmobilização de uma quadrilha ligada ao jogo do bicho. O esquema envolvia o recebimento de propina para a devolução de bens roubados. A operação destaca a importância do combate à corrupção e a necessidade de investigações aprofundadas para desvendar crimes complexos.



