Laerte Fogaça, de 57 anos, se entregou a delegacia de Franca nesta quinta (1º); semana passada ele foi solto após pagar fiança
Nesta quinta-feira (26/10), o médico Laerte Fogassa Souza, vereador em Ituverava, se apresentou à polícia após ter sua prisão preventiva decretada pela justiça. Ele é suspeito de abusar sexualmente de pacientes durante consultas em seu consultório. A decisão judicial ocorreu na quarta-feira (25/10), mas o mandado de prisão só foi cumprido após a defesa do médico se comprometer em entregá-lo.
Prisão e Depoimentos
O delegado Gabriel Fernando Tomás da Silva relatou que o médico não estava em Ituverava, mas que sua localização foi descoberta. O advogado de Laerte foi informado sobre o mandado e se comprometeu a levá-lo à delegacia de Igarapava, onde o médico se apresentou no horário do almoço. Ele não prestou depoimento. Já foram ouvidos sete mulheres que relatam histórias semelhantes sobre o suspeito, sendo pacientes de diversas cidades. Os depoimentos são consistentes e detalhados.
Investigação e Possíveis Consequências
A polícia ainda não tem data para finalizar o inquérito. A investigação começou a se intensificar após uma paciente do Hospital dos Canaveros em Igarapava gravar um vídeo relatando o abuso sofrido. Desde 2020, há denúncias contra o ortopedista, todas relatando abusos durante atendimentos médicos. Com a prisão preventiva, o delegado espera acelerar o processo, apesar de dificuldades em registrar depoimentos de outras vítimas. A Câmara de Ituverava abriu um processo administrativo para apurar o caso, acionando a Comissão de Ética do Legislativo. Há a possibilidade de Laerte perder o mandato de vereador, dependendo da decisão da comissão e da sentença judicial. Segundo o advogado e professor de direito da USP, Daniel Pacheco, uma condenação superior a quatro anos pode resultar na perda do cargo, conforme prevê o Código Penal.
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A defesa do médico não foi encontrada para comentar sobre o caso. A investigação segue em andamento, e a população aguarda desfecho para o caso.



