Os quatro investigados estão detidos na sede da Polícia Federal, em Brasília, desde a semana passada
Juiz determina prisão preventiva de hackers que invadiram celulares de autoridades
Prisão preventiva dos suspeitos
Os quatro suspeitos de hackear os telefones de diversas autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal e membros da força-tarefa da Lava Jato, tiveram suas prisões preventivas decretadas pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF) para prorrogação do prazo de análise das provas, que se estendia por 90 dias. Entre os presos estão Walter Del Gatti Neto, Gustavo Henrique Elias Santos, Suella Priscila de Oliveira e Danilo Marques, detidos temporariamente durante a Operação Spoofing.
Investigação da Polícia Federal
Walter Del Gatti Neto é considerado o principal suspeito. Em depoimento, ele admitiu ter repassado mensagens da Lava Jato para o site The Intercept Brasil, alegando ter agido de forma anônima e voluntária, sem editar os diálogos. A PF, no entanto, aponta que a investigação abrange mais de 5 mil ligações de um canal vinculado a ele para tentativas de invasão, com cerca de mil alvos. A investigação também apura contradições em seus depoimentos e busca provas em sua casa que confirmem sua participação no caso. A PF investiga ainda como ele obteve contato com o fundador do The Intercept Brasil, supostamente por meio da ex-deputada Manuela d’Ávila.
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Decisão do Supremo Tribunal Federal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, acatou uma liminar que determina a preservação das provas colhidas durante a Operação Spoofing. Essa decisão se contrapõe a declarações do ministro Sergio Moro, que havia sugerido a possibilidade de destruição do material. O ministro Fux destacou a importância da preservação do acervo probatório para a elucidação dos fatos, determinando que o material seja preservado até o julgamento da ação. A Polícia Federal, em comunicado anterior, havia informado que o material apreendido aponta para a obtenção ilegal dos diálogos, cabendo à Justiça definir seu destino, incluindo a possibilidade de destruição.
A prisão preventiva dos suspeitos representa um avanço significativo nas investigações, garantindo a continuidade do processo e a preservação das provas essenciais para a apuração completa dos fatos. A decisão do STF reforça a importância da transparência e da responsabilização dos envolvidos nesse caso de grande repercussão nacional.



