Várias ficas com assinaturas adulteradas foram encontradas na Secretaria de Saúde de Franca
Uma investigação judicial está em andamento em Franca, São Paulo, para apurar possíveis irregularidades na contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida) para intermediar atendimentos no pronto-socorro. A ação ocorre após a Câmara Municipal apontar o prefeito e a secretária de Saúde como facilitadores na escolha do instituto.
Pente-Fino em Busca de Provas
A justiça realizou buscas no Hospital Álvaro Azuz, na Secretaria de Saúde e na residência da secretária Rosane Moscardini. O promotor Paulo César Correia Borges revelou que, na Secretaria de Saúde, foram encontradas fichas com carimbos e assinaturas inconsistentes. “Nós encontramos apenas três fichas, sendo que duas estavam preenchidas e carimbadas pelo Dr. Lavoisier, portanto aparentemente não havia nenhuma regularidade em relação às duas e apenas uma ficha que nós localizamos que era preenchida pelo Dr. Lavoisier, mas com o carimbo do Dr. Daniel Goutier”, afirmou o promotor.
Testemunhos e Adulterações
Segundo o promotor, os materiais apreendidos corroboram depoimentos de testemunhas sobre adulterações nas fichas de pacientes atendidos no Álvaro Azuz. As fichas, segundo as testemunhas, eram entregues diretamente à secretária Rosane Moscardini. “Foram mais de cinco, seis ou sete testemunhas que afirmaram que havia num primeiro lote 30 fichas preenchidas pelo Dr. Lavoisier apondo o carimbo do médico Reinaldo Letrinta ou o carimbo do médico Daniel Goutier que eram coordenadores médicos do ICV à época em 2014 e que não trabalharam, quem atendeu efetivamente foi o Dr. Lavoisier”, detalhou o promotor.
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Próximos Passos da Investigação
As fichas e materiais apreendidos passarão por análise detalhada, e novas provas podem surgir. A promotoria pretende ouvir os médicos que tiveram suas fichas adulteradas para verificar se tinham conhecimento das fraudes. O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, e a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, são apontados como facilitadores das contratações irregulares e podem responder por crime contra a lei de licitações, com pena prevista de 3 a 5 anos de detenção.
O caso segue sob investigação, e os próximos passos serão cruciais para determinar a extensão das irregularidades e as responsabilidades dos envolvidos.



