O prefeito Guilherme Ávila (PSDB) havia determinado a continuidade dos serviços mesmo diante da proibição do governo estadual
A Justiça determinou o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais em Barretos, atendendo a uma ação do Ministério Público. Lojas de rua, shoppings, bares, restaurantes, escritórios e salões de beleza têm 48 horas para encerrar as atividades.
Desobediência às Regras Estaduais
A decisão judicial se deve à desobediência do prefeito Guilherme Ávila (PSDB) às regras do Plano São Paulo, que rebaixou Barretos e outras 17 cidades da região para a fase vermelha. O prefeito havia determinado a continuidade dos serviços, mesmo com a proibição do governo estadual. Segundo o Plano São Paulo, até o final de junho, apenas serviços essenciais deveriam funcionar na região.
Sanções e Implicações
O descumprimento da ordem judicial acarretará multa diária de R$ 10 mil para a Prefeitura de Barretos, que já anunciou intenção de recorrer da decisão. O Ministério Público alegou que, mesmo na fase amarela, a prefeitura não cumpriu as regras estaduais, como o limite de 40% da capacidade em shoppings e horários específicos para funcionamento de lojas. A promotoria também apontou a falta de restrições à permanência de clientes em bares e restaurantes ao ar livre, além da permissão para funcionamento de academias, atividades permitidas apenas na fase verde (fase 4).
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Aumento de Casos e Mortes
Para o Ministério Público, a falta de observância às regras contribuiu para o aumento de casos e mortes por Covid-19 em Barretos. Desde 1º de junho, quando a retomada foi autorizada pelo governador, a cidade registrou 438 infectados e 18 mortes, incluindo 3 confirmadas na segunda-feira. A situação demonstra a gravidade da pandemia e a importância do cumprimento das medidas restritivas para conter o avanço do vírus.



