Decisão foi tomada após Ministério Público abrir investigação por causa da reclamação de falta de comida
A cidade de Taquari-tinga enfrenta uma crise no fornecimento de merenda escolar, colocando em risco a alimentação de milhares de alunos da educação infantil e ensino fundamental. A situação gerou uma ação civil pública do promotor Flávio Ocamoto, que busca garantir o direito à alimentação previsto em leis nacionais e internacionais.
Ação Judicial e Falta de Resposta da Prefeitura
O Ministério Público entrou em contato com a prefeitura, mas não obteve resposta devido a um ponto facultativo prolongado. Apesar de um cardápio ajustado ter sido apresentado (sopa de macarrão, arroz primavera com legumes), a situação é preocupante. O promotor Ocamoto investiga as causas da interrupção, que incluem o não pagamento aos fornecedores há mais de 100 dias, levantando a suspeita de irregularidades administrativas. A prefeitura acumula uma dívida de aproximadamente R$ 200 mil com apenas uma das empresas fornecedoras.
Depoimentos e Impacto nos Alunos
A reportagem teve acesso a contratos que comprovam a falta de pagamento. A diretora de cozinha piloto alertou sobre o estoque zerado. Pais relatam a mudança na qualidade e quantidade da merenda, com relatos de redução significativa das porções e até a falta de itens como leite em algumas escolas. Uma mãe, Rosana da Silva, conta que sua filha chegou a perder o apetite pela merenda escolar devido às mudanças. A justiça prevê multa diária de R$ 10 mil caso a prefeitura não regularize a situação.
Prefeitura se Manifesta
Apesar das denúncias e da ação judicial, a prefeitura, em nota, afirma que manterá o fornecimento da merenda normalmente até o fim do ano letivo. A nota também destaca a produção diária de 18 mil refeições e o reconhecimento da qualidade da merenda pela Secretaria de Estado da Educação em anos anteriores. A situação, no entanto, permanece crítica e exige uma solução imediata para garantir o direito à alimentação dos alunos de Taquari-tinga.



