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Justiça determina prisão, mas defesa de Ana Pink reverte decisão no STJ

Mulher é investigada, com o marido, por esquema de empréstimos consignados; golpes teriam movimentado cerca de R$ 10 milhões
Prisão Ana Pink
Mulher é investigada, com o marido, por esquema de empréstimos consignados; golpes teriam movimentado cerca de R$ 10 milhões

Mulher é investigada, com o marido, por esquema de empréstimos consignados; golpes teriam movimentado cerca de R$ 10 milhões

A influenciadora digital Anna Pink, suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema de empréstimos consignados, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça. Inicialmente presa em 17 de março, ela foi liberada em 25 do mesmo mês após a defesa argumentar sobre seus cinco filhos, quatro menores de idade, sendo três com menos de 12 anos.

Prisão e Liberdade

A prisão de Anna Pink foi determinada em decorrência de uma operação que investigava um esquema de empréstimos consignados fraudulentos. O Ministério Público alegou que a influenciadora, juntamente com seu marido, Michaelerson Gomes da Silva, teria lucrado mais de R$ 10 milhões de forma ilícita, utilizando dados de 360 mil pessoas para obter empréstimos indevidos. A Justiça bloqueou parte do patrimônio da influenciadora, avaliado em R$ 2,5 milhões, localizado em um condomínio de luxo na zona sul de São Paulo. A defesa, no entanto, conseguiu reverter a decisão, alegando a necessidade da presença materna para os filhos menores.

A Decisão Judicial e Possíveis Recursos

A revogação da prisão preventiva foi uma decisão rápida e surpreendente, considerando a gravidade das acusações. De acordo com o professor Daniel Pacheco, da Faculdade de Direito da USP, a legislação brasileira presume a inocência do réu até uma condenação definitiva. Apesar disso, a prisão preventiva é possível em casos onde há fundada suspeita de que o indivíduo continuará cometendo crimes. O Ministério Público pode recorrer ao STF para tentar reverter a decisão, e o caso pode ainda passar por apreciação do STJ. A influenciadora, por enquanto, responde ao processo em liberdade, mas a possibilidade de nova prisão permanece.

Desdobramentos da Investigação

A investigação do Ministério Público aponta que Anna Pink e seu marido obtinham lucros com uma comissão de 6% sobre cada empréstimo consignado realizado de forma fraudulenta. A origem dos dados de 360 mil pessoas utilizadas no esquema ainda está sendo apurada. Apesar da revogação da prisão, a polícia e o Ministério Público estiveram na residência de Anna Pink, que já havia deixado o local. O caso segue em andamento, com a possibilidade de novos recursos e desdobramentos.

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