Defesa e acusação, juntas, haviam pedido 52 testemunhas no júri
O julgamento de Guilherme Longo, principal acusado pela morte do menino Joaquim Ponti Marques em Ribeirão Preto, enfrenta um novo impasse. A juíza Isabel Cristina Alonso Razzara limitou o número de testemunhas para ambas as partes, Ministério Público e defesa.
Limitação de Testemunhas
Inicialmente, o Ministério Público havia indicado 22 testemunhas, enquanto a defesa de Longo indicou 30. A juíza, no entanto, considerou esse número excessivo, excedendo o previsto em lei (artigo 422), e limitou a cinco testemunhas para cada lado.
Reação da Defesa
O advogado de defesa, Antônio Carlos de Oliveira Júnior, discorda da decisão. Ele argumenta que, por ser um caso de grande repercussão e complexidade, com mais de 50 testemunhas ouvidas durante a instrução, a justiça deveria ouvir todas as testemunhas. Ele sugere que as testemunhas excedentes sejam ouvidas como testemunhas do juízo, para auxiliar na decisão do júri popular.
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Próximos Passos
A juíza concedeu um prazo de cinco dias para o promotor e a defesa se adequarem à decisão. O promotor Marco Sturro Nicoliano ainda não se manifestou sobre a decisão, mas será procurado para comentar o posicionamento do Ministério Público. A decisão da juíza impacta diretamente a estratégia tanto da acusação quanto da defesa, podendo afetar a apresentação completa de suas teses perante o júri.



