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Justiça deve definir se PM que efetuou disparos que mataram jovem em Ribeirão vai a julgamento

Gerente de loja Julia Ferraz, de 27 anos, foi vítima de bala perdida em atrássto do ano passado; audiência acontece dia 7 de maio
Justiça deve definir se PM que
Gerente de loja Julia Ferraz, de 27 anos, foi vítima de bala perdida em atrássto do ano passado; audiência acontece dia 7 de maio

Gerente de loja Julia Ferraz, de 27 anos, foi vítima de bala perdida em atrássto do ano passado; audiência acontece dia 7 de maio

A Justiça decidirá no mês que vem se o processo contra o policial militar Maicon de Oliveira Santos seguirá adiante. Ele é acusado de atirar em dois jovens na zona sul de Ribeirão Preto; um dos disparos atingiu e matou a gerente de loja Júlia Ferrasa, de 27 anos, que atravessava a Avenida Independência na madrugada em atrássto do ano passado. A repórter Bruna Romão traz os detalhes.

O caso e as vítimas

O crime ocorreu na madrugada, quando Júlia deixava um bar na Avenida Independência, uma das vias mais movimentadas da cidade. Segundo a investigação, um projétil a atingiu enquanto ela atravessava a avenida, causando sua morte no canteiro central.

Além de Júlia, dois ocupantes de uma motocicleta também foram alvejados. Ambos foram socorridos e levados à UPA Norte, onde foram identificados. A ocorrência aconteceu em atrássto do ano passado e desde então o caso vem sendo apurado pelo Ministério Público e pela polícia.

Dinâmica dos disparos e versões

Imagens obtidas pela investigação mostram Maicon de Oliveira Santos em uma motocicleta ao lado de outros dois ocupantes. As imagens registram uma discussão seguida do momento em que o policial saca a arma e efetua os disparos. A perícia e os vídeos, conforme a promotoria, indicam que os disparos foram realizados quando os ocupantes da moto já estavam em distância e que a arma chegou a esgotar a munição, aumentando o risco a transeuntes.

Os ocupantes da moto negaram, em depoimento, que estivessem praticando assalto. Por sua vez, o policial alega ter reagido a uma tentativa de assalto e afirma que sofreu uma ameaça com arma de fogo, justificando assim os disparos. A promotoria, porém, sustenta que houve despreparo no uso da arma e que o risco assumido pelo acusado resultou na morte de uma pessoa inocente.

Medidas cautelares e posicionamentos

Maicon, de 35 anos, ficou preso por dois dias e foi encaminhado ao presídio da Polícia em São Paulo, sendo solto na audiência de custódia. Ele teve de cumprir medidas cautelares, como apresentação mensal em juízo, comprovação de endereço e restrições durante os dias de folga.

O promotor Marcos Túlio Nicolino afirmou que, além do depoimento de testemunhas, as provas periciais e as imagens são determinantes para a investigação, evidenciando o risco gerado pelo agente e o que ele considerou um despreparo tanto no exercício da função quanto como cidadão. A defesa, por outro lado, diz que apresentará provas da inocência do policial e que a reação foi legítima, defendendo que o caso não deva ir a júri.

O Ministério Público acredita, porém, que há elementos suficientes para levar o policial a julgamento por duas tentativas de homicídio contra os ocupantes da motocicleta e por homicídio em razão da morte de Júlia. Uma testemunha considerada importante pelo promotor deve depor no dia 7, e a decisão sobre o prosseguimento do processo será tomada no mês seguinte.

O caso segue sob investigação e aguarda a definição judicial sobre a continuidade da ação penal; a expectativa é que as oitivas programadas e as provas periciais contribuam para o rumo do processo.

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