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Justiça deve receber denúncia contra Elizabete Arrabaça e Luiz Garnica na próxima semana

Defesa de ambos os suspeitos voltou a negar crimes; inquérito de investigação foi encerrado nesta sexta-feira (27)
Justiça deve receber denúncia contra Elizabete
Defesa de ambos os suspeitos voltou a negar crimes; inquérito de investigação foi encerrado nesta sexta-feira (27)

Defesa de ambos os suspeitos voltou a negar crimes; inquérito de investigação foi encerrado nesta sexta-feira (27)

A Justiça deve receber a denúncia contra Elizabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica no caso da morte de Larissa Rodrigues na próxima semana, Justiça deve receber denúncia contra Elizabete, podendo ambos se tornar réus. O inquérito policial foi concluído e indiciou mãe e filho por homicídio doloso qualificado pelo uso de veneno. Os dois estão presos desde 6 de maio.

Larissa foi encontrada morta em 22 de março no apartamento onde morava com Luiz, na zona sul de Ribeirão Preto.

Defesas negam envolvimento: As defesas de Elizabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica negaram participação no crime. Bruno Correa, advogado de Elizabeth, afirmou que não há provas que liguem a aposentada ao envenenamento, apesar de ela ter sido a última pessoa a estar com Larissa em vida e da presença do veneno conhecido como chumbinho. Ele também negou que Elizabeth tivesse problemas financeiros por vícios em jogos, atribuindo dificuldades financeiras a uma cirurgia na coluna.

“Não há nenhum elemento neste relatório que coloca Elizabeth de forma definitiva em um contexto global no crime”, disse Bruno Correa.

Elizabeth chegou a enviar uma carta à Justiça sugerindo que Larissa poderia ter morrido ao ingerir cápsulas com chumbinho guardadas por Natália Garnica, mas posteriormente desmentiu essa versão, alegando que Natália não teria condições de encapsular o veneno.

“A carta foi escrita em um momento de ilusão, sem o conhecimento da defesa técnica”, explicou o advogado.

Defesa de Luiz Antônio Garnica

O advogado Júlio Moçim afirmou que o relatório policial comprova a inocência de Luiz Antônio Garnica. Ele destacou que Luiz acredita ser a próxima vítima da mãe, citando declarações do próprio investigado e pesquisas feitas no celular de Elizabeth sobre separação, herança e pensão.

“Luiz disse que a minha mãe matou a minha irmã, que era a pessoa mais próxima dela. Se ela tirou a vida da Natália, tinha motivação para tirar a minha também”, afirmou o advogado.

Moçim também negou que Luiz tivesse problemas financeiros ou medo de divórcio, explicando que o patrimônio do casal consistia em um apartamento financiado, com 80% da dívida atribuída a Luiz e 20% a Larissa, além de bens próprios de cada um.

Sobre o encontro de Luiz com uma amante na noite da morte de Larissa, o advogado disse que o relacionamento já existia há mais de um ano e que há registros fotográficos comprovando isso, afastando a hipótese de alibi forjado.

Prisão e próximos passos: A polícia solicitou a conversão das prisões de Elizabeth e Luiz em preventivas, mantendo-os detidos até o julgamento. As defesas já manifestaram intenção de recorrer.

O inquérito relacionado a Natália Garnica ainda está em andamento, e as defesas afirmam que mãe e filho são inocentes em relação à morte dela.

Informações adicionais

Não foram divulgados detalhes sobre provas específicas do inquérito, nem sobre o andamento do processo judicial além das informações mencionadas.

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