Justiça do trabalho proíbe publicações de influenciadores mirins no Instagram e no Facebook
Em uma decisão marcante, a justiça do trabalho determinou que Facebook e Instagram estão proibidos de aceitar ou manter publicações com influenciadores mirins sem a devida autorização judicial. A penalidade para o descumprimento é uma multa de até R$ 50 mil por dia por conteúdo.
O Impacto da Decisão e a Responsabilidade Digital
Essa liminar representa uma mudança significativa, pois antes não havia uma responsabilidade direta das redes sociais em relação a influenciadores mirins. Essa medida já era observada no TikTok, que adota precauções para proteger crianças utilizadas como influenciadores. A decisão estende essa proteção ao Instagram e Facebook, alinhando-se ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que já estabelece limites para a atuação infantil em outras mídias como TV e teatro.
A Pressão por Mudanças e o Debate Público
A crescente pressão por essa regulamentação ganhou força após a viralização de vídeos que denunciavam a adultização de crianças no ambiente digital. As denúncias levaram a prisões e julgamentos, mobilizando especialistas, a sociedade civil e parlamentares. Paralelamente, o Senado aprovou um projeto que pune a exploração infantil, demonstrando a urgência do tema.
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O Futuro da Infância Digital e a Responsabilização das Plataformas
Essa decisão sinaliza uma nova era na proteção da infância digital, exigindo que as redes sociais criem mecanismos de regulação e se responsabilizem juridicamente. A infância não é um domínio público irrestrito, e as plataformas lucram com o conteúdo gerado por crianças, o que justifica a necessidade de cuidado e regulamentação. O Brasil demonstra um compromisso com os direitos da criança e do adolescente no universo digital, servindo de exemplo para outras nações.
A medida representa um avanço na proteção dos direitos infantis no ambiente digital, exigindo maior responsabilidade das plataformas e atenção da sociedade.