Grupo chegava a faturar R$ 3 bilhões por ano com contrabando de eletrônicos e anabolizantes
A Justiça Federal do Paraná condenou os líderes de um dos maiores esquemas de contrabando do Brasil, com forte ligação com Ribeirão Preto. A quadrilha, que chegou a faturar R$ 3 bilhões por ano com o contrabando de eletrônicos e anabolizantes, teve suas atividades desmanteladas após anos de investigação.
Base de Operações em Ribeirão Preto
As investigações da Operação Seleno, iniciadas em 2013 pela Polícia Federal de Ribeirão Preto, apontaram a cidade como a base de operações do grupo. A logística complexa envolvia o transporte de produtos dos Estados Unidos até o Paraguai, de caminhão até o Mato Grosso do Sul, e posteriormente por via aérea até Ribeirão Preto, para distribuição em São Paulo e outros estados. Sete aeronaves, seis delas na região de Ribeirão Preto (três em Ituverava, duas em Orlândia e uma em Barretus), foram apreendidas e comprovadamente utilizadas no esquema.
Prisões e Condenações
Em junho de 2016, a PF prendeu os chefes do grupo, incluindo Gilmar de Moura, responsável pela logística de transporte. Ao todo, cinquenta pessoas já foram condenadas. A mais recente decisão da Justiça Federal manteve quatro líderes do esquema na cadeia, entre eles Moura, somando mais de quinhentos anos de prisão entre todos os réus.
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A operação Seleno demonstra o sucesso das investigações em desmantelar uma organização criminosa de grande porte, impactando significativamente o mercado de contrabando no país e resultando em condenações expressivas para os envolvidos.



