Ouça a coluna ‘CBN Filhos e Companhia’, com Luciana Herrero
Uma decisão judicial recente promete impactar a forma como os partos são conduzidos no Brasil. A Justiça Federal determinou que médicos recebam um valor três vezes maior por partos normais em comparação com cesarianas. Essa medida surge como parte de uma ação civil pública que busca forçar a Agência Nacional de Saúde (ANS) a tomar medidas para reduzir o número excessivo de cesáreas no país.
O Incentivo ao Parto Normal
A decisão judicial representa um marco importante na luta pela humanização do parto. Ao remunerar de forma mais justa os profissionais que realizam partos normais, busca-se incentivar essa prática e oferecer mais opções para as mulheres. A medida reconhece que o acompanhamento de um parto normal demanda mais tempo e dedicação por parte dos médicos, justificando a remuneração diferenciada.
A Necessidade de um Parto Respeitoso
Apesar do avanço, é preciso estar atento para que a nova determinação não seja utilizada de forma inadequada. O parto normal deve ser realizado quando for a melhor opção para a mulher e para o bebê, com o mínimo de intervenções possível. É fundamental resgatar as práticas de um parto mais fisiológico, evitando procedimentos como a episiotomia e a manobra de Kristeller, que já se mostraram prejudiciais.
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O Papel das Enfermeiras Obstetras
A decisão judicial também exige que os planos de saúde qualifiquem seus serviços de atendimento a partos normais e credenciem enfermeiras obstetras. Essa medida é fundamental para garantir um acompanhamento adequado durante o trabalho de parto, valorizando o papel desses profissionais e promovendo uma assistência mais humanizada.
Espera-se que essa iniciativa contribua para a transformação do cenário obstétrico no Brasil, promovendo um parto mais respeitoso e seguro para as mulheres e seus bebês.



