A Justiça Federal de Franca revogou nesta sexta-feira (4) a prisão preventiva de F.H.S.S, investigado na Operação Luxemburgo, da Polícia Federal. A decisão da 1ª Vara Federal da cidade determina a soltura imediata, caso ele não esteja preso por outro motivo, e substitui a prisão por medidas cautelares.
F.H.S.S estava preso preventivamente desde maio, quando foi realizada a segunda fase da operação. A custódia havia sido decretada originalmente em abril, depois que a investigação apontou uma possível tentativa de interferência no depoimento de uma das investigadas.
Segundo a investigação, a Operação Luxemburgo apura uma suposta rede de tráfico internacional de drogas que utilizava produtos comercializados como chás emagrecedores e suplementos para esconder substâncias enviadas ao exterior.
Defesa
O advogado Rafael Spirlandeli afirmou que a defesa sustenta, desde o início, que F.H.S.S não tem participação na suposta rede de narcotráfico. Segundo ele, a decisão da Justiça Federal analisou os argumentos apresentados pela defesa e revogou a prisão preventiva.
A investigação também levou o Ministério Público Federal a oferecer denúncia contra o suspeito e outros réus por suposto tráfico internacional e associação ao tráfico de drogas. A defesa, por sua vez, afirma que o cliente não participou da rede investigada.
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Operação Luxemburgo
A Operação Luxemburgo foi realizada em duas fases. Na segunda etapa, em maio, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Segundo as investigações, o grupo utilizava o serviço postal dos Correios para enviar ao exterior substâncias como tetracaína, cafeína e fluoxetina, escondidas em produtos comercializados como chás emagrecedores e suplementos do tipo detox. O destino das remessas seria Luxemburgo.
A decisão desta sexta-feira não revogou a prisão preventiva do principal suspeito apontado como integrante do núcleo investigado, que permanece preso. A soltura de F.H.S.S também não representa absolvição nem encerra a investigação, que continua em andamento.



