Ex-prefeito de Ribeirão Preto está preso desde setembro de 2016 em função das investigações da Operação Lava Jato
Delação Premiada Homologada
A Justiça homologou na sexta-feira o acordo de delação premiada do ex-ministro Antônio Palosse. Ele havia firmado a colaboração com a Polícia Federal do Paraná em abril e aguardava a homologação para validar o acordo. Como o acordo foi assinado com a PF, não há previsão de pena fixa.
Situação de Palosse
Apesar da expectativa de soltura após a homologação, isso não deve ocorrer nas próximas semanas. Palosse permanece detido na superintendência da PF em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato. As investigações apontavam para uma relação criminosa entre o ex-ministro e a Odebrecht.
Condenação Anterior e Acordo
Em junho de 2017, o juiz Sérgio Moro condenou Palosse a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A condenação se refere a contratos com a Odebrecht para a construção de sondas da Sete Brasil e do estaleiro Enseada do Paraguassu. A investigação apontou interferência do ex-ministro para favorecer a empreiteira em uma licitação de 21 sondas da Petrobras, envolvendo o pagamento de US$ 10 milhões (cerca de R$ 39 milhões) em vantagens indevidas. Além disso, Palosse teria administrado uma conta corrente de propinas entre a Odebrecht e o PT, com valores que chegaram a R$ 200 milhões. A delação premiada, portanto, representa um novo capítulo neste caso complexo.
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A homologação do acordo de delação premiada representa um avanço nas investigações, embora a soltura imediata de Palosse não seja esperada a curto prazo. Os detalhes do acordo e suas implicações ainda serão desvendados nos próximos passos do processo.


