Dupla reforçou alguns elementos das investigações e citou novos nomes de agentes públicos
A delação de Paulo Roberto de Abril Jr. e Alexandre Martins, negociada com o Ministério Público, trouxe novas informações sobre um esquema de corrupção em Ribeirão Preto envolvendo agentes públicos.
Desvendando o esquema de corrupção
Alexandre Martins, namorada de Marcelo Plastino, era quem realizava a maior parte dos saques em dinheiro vivo em bancos, onde um empresário mantinha conta corrente. Segundo o Ministério Público, esse dinheiro abastecia o pagamento de propina a políticos da cidade. O promotor do Gaeco, Leonardo Romanelli, afirmou à CBN que a investigação está aberta à colaboração de outras pessoas, desde que tragam novas informações sobre o esquema.
Delação e novas evidências
O juiz da Quarta Vara Criminal autorizou a delação do sócio e da namorada de Plastino. Foram entregues ao Ministério Público cerca de 300 folhas de documentos, vídeos e depoimentos, repassados por Plastino antes de seu suicídio. As revelações confirmam boa parte das denúncias contra ex-vereadores em esquema com a construtora Atmosfera. Paulo Roberto, braço direito de Plastino, atuava como agente na Atmosfera, auxiliando em indicações políticas na empresa. Ele foi flagrado em conversas intermediando contratações indicadas por membros do governo.
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Possíveis consequências da delação
Para o advogado Roberto Reck, a homologação da delação pode trazer novos nomes e esclarecer pontos não resolvidos no esquema de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto. A homologação pode amenizar a situação de Paulo Roberto e Alexandre, mas não os impede de serem considerados réus pelos crimes dos quais Marcelo Plastino era acusado, como co-autores. Marcelo Plastino morreu em novembro do ano passado. A polícia encontrou em seu celular um documento eletrônico com indícios de corrupção, que seriam usados em uma possível delação premiada que ele negociava com o Gaeco. As informações obtidas na delação de Alexandre e Paulo Roberto podem corroborar com os documentos encontrados com Plastino. Todos os investigados negaram participação no esquema.



