Caso aconteceu em 2017 e teve grande repercussão; câmeras da escola gravaram os alunos entre 3 e 4 anos colocados nessa situação
Professora e estagiária inocentadas em caso de creche de Restinga
Relembre o caso
Em 2017, um caso chocante repercutiu por todo o Brasil: professora e estagiária de uma creche em Restinga foram acusadas de colocar crianças em sacos de lixo. Imagens das câmeras de segurança da escola municipal Sélia Teixeira Ferracióli mostravam alunos entre 1 e 4 anos sendo colocados em sacos pela professora Silma Lopes de Oliveira e uma estagiária. O Conselho Tutelar recebeu a denúncia da mãe de uma criança, e outras mães também se manifestaram, orientadas a procurar a direção da escola.
A defesa e a decisão judicial
A professora Silma foi demitida por justa causa. Em seu depoimento, negou que usasse os sacos de lixo como castigo ou método pedagógico, alegando que o vídeo teria sido editado e que a ação ocorreu apenas uma vez, como brincadeira após a leitura de um livro infantil. O juiz Alexandre Semedo de Oliveira, da 1ª Vara Criminal de Franca, entendeu que não houve tortura nem maus-tratos, inocentando as acusadas. A promotora Rosana Marcia Keiros Piolla afirmou que ainda não havia tomado conhecimento da sentença e divulgaria uma nota posteriormente, indicando a possibilidade de recurso.
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Desfecho e próximos passos
Com a decisão judicial de primeira instância, o caso está encerrado, pelo menos por enquanto. A promotoria poderá recorrer da decisão, abrindo espaço para novos desdobramentos. A repercussão do caso, porém, permanece como um alerta sobre a importância da vigilância e da proteção das crianças em instituições de ensino.



