Empresa entrou com pedido de recuperação judicial, mas os documentos apresentados podem ter irregularidades
A Justiça negou o pedido de recuperação judicial do Grupo Solar, de Santa Rosa de Viterbo, proprietário também da rede de supermercados Alma Júlia, que recentemente inaugurou uma unidade em Ribeirão Preto.
Suspeita de Fraude
O juiz Alexandre César Ribeiro alegou suspeita de fraude na documentação apresentada pela empresa. Uma auditoria revelou que o Grupo Solar contratou uma empresa de fachada, ligada a uma das sócias, às vésperas do pedido de recuperação judicial. Os valores provenientes de vendas com cartões de crédito, débito e vale-alimentação eram repassados diretamente para essa empresa, fato considerado anormal pelo juiz. Esse esquema levanta a suspeita de que a empresa de fachada tenha sido criada para movimentar o faturamento enquanto investimentos milionários eram feitos em Ribeirão Preto e outras cidades, prejudicando credores.
Investimentos e Prejuízos
O investimento em Ribeirão Preto, incluindo a inauguração de um centro de distribuição, custou R$ 61 milhões. Se a recuperação judicial fosse aprovada, os credores teriam que facilitar os pagamentos, o que resultaria em prejuízo para eles e suposto enriquecimento do Grupo Solar. A defesa do Grupo Solar informou que irá recorrer da decisão, e a polícia civil investigará a denúncia de fraude.
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Carreta Furacão Abre Vagas
Em outra notícia, a Carreta Furacão, famosa por seus personagens irreverentes e danças, está contratando. A fundadora, Fabiana Cardoni, revelou que os candidatos precisam de habilidades de dança, condicionamento físico e até conhecimento de parkour. Mais detalhes sobre o processo seletivo serão divulgados na próxima semana.
O Grupo Solar enfrenta desafios após a negativa de seu pedido de recuperação judicial, enquanto a Carreta Furacão busca novos talentos para seus shows pelo país.



