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Justiça manda prender ex-padre condenado a 10 anos por abuso sexual

Justiça manda prender ex-padre condenado a 10 anos por abuso sexual
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Justiça manda prender ex-padre condenado a 10 anos por abuso sexual

Justiça manda prender ex-padre condenado a 10 anos por abuso sexual

A Justiça determinou, na última quarta-feira, a prisão do ex-padre Pedro Leandro Ricardo, que já havia sido demitido da Igreja Católica. Ele foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em um dos casos de estupro pelos quais foi acusado, um caso que gerou grande comoção na região de Araras.

Confirmação da Condenação e Mandado de Prisão

A determinação da prisão ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a condenação e esgotar todas as possibilidades de recursos no processo criminal. O mandado de prisão foi expedido pela Primeira Vara Criminal de Araras, e o ex-padre deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado.

Defesa Anuncia Revisão Criminal

Em nota, o advogado Paulo Sarmento, responsável pela defesa do ex-padre, informou que irá interpor um pedido de revisão criminal. Segundo ele, os tribunais não consideraram as nulidades presentes no processo. Sarmento ressaltou que o ex-padre foi absolvido em duas acusações, uma prescreveu, e ele foi condenado apenas na acusação restante.

Relembrando o Caso e Acusações

O ex-padre foi afastado de suas funções em janeiro de 2019, quando a investigação foi encaminhada ao Vaticano. As acusações referem-se a crimes de atentado violento ao pudor, com abuso de autoridade, cometidos quando ele atuava em Araras. Quatro vítimas foram incluídas nas denúncias, embora dois casos não tenham sido considerados. Entre as denúncias, um homem relatou ter sido obrigado a praticar sexo oral com o então líder religioso.

Pedro Leandro também é investigado por casos de abusos sexuais cometidos em Americana. O escândalo veio à tona quando as vítimas procuraram a polícia para denunciar os crimes.

A decisão pela demissão do ex-padre foi anunciada pela Igreja Católica e assinada pelo Papa Francisco em 2022. Ele já estava afastado de suas funções há três anos.

O caso continua a gerar debates sobre a responsabilidade eclesiástica e a proteção de vítimas de abuso.

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