TJ-SP validou rescisão de contrato com a Metropolitana, mas Prefeitura pode seguir com nova licitação
A novela da revitalização da Avenida Novo Julho continua. A Justiça manteve a decisão que impede a prefeitura de cobrar multa da construtora responsável pelas obras do corredor de ônibus.
Obras Paralisadas e Novos Contratos
A empresa Metropolitana, vencedora da primeira licitação e que teve o contrato rompido por atrasos, poderá participar do novo processo licitatório. A decisão judicial isenta a empresa do pagamento de multa de quase R$ 3 milhões. Com a rescisão de contrato mantida, a prefeitura pode dar sequência à nova licitação, que, segundo a prefeitura, está em análise e deve levar 90 dias. A Metropolitana justificou os atrasos alegando dificuldades causadas pelo encontro de galerias não previstas no projeto inicial.
Preocupações dos Comerciantes
O impasse gera grande preocupação entre os comerciantes da região. Joel Horácio, dono de um estabelecimento na Avenida Novo Julho, relata a queda significativa no número de empresas na área, de 120 para apenas 42, resultando em muitas demissões. Ele apela à prefeitura para que pelo menos finalize as partes da obra já iniciadas pela Metropolitana, a fim de minimizar os impactos negativos. Diogo Catita, outro comerciante, descreve as dificuldades em renovar o estoque e a perda de clientes devido às obras. A situação o força a improvisar e trabalhar apenas com o que possui em estoque.
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Próximos Passos e Impactos
A decisão judicial atende aos argumentos da prefeitura, que afirma manter a rescisão do contrato e prosseguir com a nova licitação. Se o cronograma de 90 dias for mantido, espera-se que em abril uma nova empresa seja selecionada para dar continuidade às obras de revitalização da Avenida Novo Julho. A incerteza quanto ao futuro, no entanto, continua a afetar comerciantes e moradores da região, que aguardam ansiosamente o fim das obras e a retomada da normalidade.



