Apesar da Justiça Comum conceder liberdade provisória, Artur Filgueiras Cintra será levado ao Presídio Militar Romão Gomes
A justiça militar determinou a prisão preventiva do policial Arthur Filgueira Cintra, Justiça Militar determina prisão preventiva de PM suspeito de matar comerciante durante abordagem, de 28 anos, suspeito de matar o comerciante João Victor Hangon, de 27 anos, durante uma abordagem policial em Holandia. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.
Cintra deve ser conduzido ao presídio militar Roman Gomes, localizado na capital. Na tarde anterior, o Tribunal de Justiça havia concedido liberdade provisória ao policial após audiência de custódia, com o cumprimento de medidas cautelares. No entanto, a decisão foi revista e a prisão preventiva foi decretada.
O policial foi preso em flagrante na madrugada do ocorrido, quando o caso aconteceu. O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio decorrente de intervenção policial e resistência, na Central de Polícia Judiciária de São Joaquim da Barra.
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“Durante a investigação, a defesa do policial militar buscará demonstrar a legalidade da ação do policial durante a abordagem”, informou a defesa em nota.
O comerciante João Victor Hangon morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça durante a abordagem. Segundo o boletim de ocorrência, ele conduzia um veículo e teria desrespeitado a ordem de parada dada pelos policiais, o que iniciou uma perseguição.
Durante a fuga, João Victor e seu irmão passaram por Salles Oliveira, Morro Aguda e São Joaquim da Barra antes de retornarem para Orlândia. Já na Avenida 4, na região central de Orlândia, os policiais conseguiram cercar o veículo, que parou.
Imagens de câmeras de segurança registraram a abordagem policial e agressões contra o irmão de João Victor, Gabriel Henrique de Moura Hangon, de 24 anos. O boletim de ocorrência também informa que a arma de um dos policiais disparou, atingindo João Victor na cabeça. Ele foi socorrido, mas chegou morto ao hospital.
O irmão, Gabriel Henrique, sofreu ferimentos no braço e no punho. Nenhum ilícito foi encontrado com os homens ou dentro do veículo.
Decisão judicial e prisão preventiva
A prisão preventiva do policial foi determinada após a concessão inicial de liberdade provisória, demonstrando a reavaliação do caso pelo Tribunal de Justiça. A medida visa garantir a instrução do processo e a segurança pública.
Detalhes da abordagem e perseguição: O incidente começou quando João Victor não obedeceu à ordem de parada, o que desencadeou uma perseguição que passou por várias localidades antes do cerco final em Orlândia. A dinâmica do evento está sendo investigada para esclarecer as circunstâncias do disparo fatal.
Consequências para os envolvidos: João Victor faleceu após ser atingido por um disparo na cabeça, enquanto seu irmão sofreu ferimentos leves durante a abordagem. Nenhuma arma ou objeto ilícito foi encontrado com eles, o que levanta questionamentos sobre a necessidade e legalidade do uso da força.
Posicionamento da defesa: A defesa do policial afirmou que pretende demonstrar a legalidade da ação durante a investigação, indicando que o policial agiu dentro dos parâmetros legais previstos para abordagens policiais.
Entenda melhor
O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes, incluindo a justiça militar e a Secretaria de Segurança Pública. A prisão preventiva do policial busca assegurar o andamento das apurações e evitar interferências no processo. As imagens de segurança e o boletim de ocorrência são elementos fundamentais para a análise dos fatos.



