CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Justiça nega habeas corpus e engenheira agrônoma que causou confusão em posto segue presa

Ana Paula Junqueira está presa desde a semana passada; ela é acusada de agressão, tentativa de suborno policial e abandono
Justiça nega habeas corpus e engenheira
Ana Paula Junqueira está presa desde a semana passada; ela é acusada de agressão, tentativa de suborno policial e abandono

Ana Paula Junqueira está presa desde a semana passada; ela é acusada de agressão, tentativa de suborno policial e abandono

No estúdio da CBN, o repórter Samuel Santos informou que o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da engenheira agrônoma Ana Paula Junqueira, investigada por dirigir embriagada e provocar uma série de atos de violência e desordem em um posto de combustíveis em Ribeirão Preto. A decisão foi tomada em resposta a um habeas corpus impetrado pela defesa após a conversão do flagrante em prisão preventiva.

Decisão judicial e próximos passos

A desembargadora Fátima Gomes indeferiu o pedido liminar apresentado pela defesa, que já havia tido pedidos negados em primeira instância. O advogado de Ana Paula, Leonardo Afonso Pontes, explicou que a decisão atual é monocrática e que o mérito do habeas corpus será analisado por uma turma de três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso seja mantida a negativa, ainda cabem recursos que podem levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça e, eventualmente, ao Supremo Tribunal Federal. Por tratar-se de processo com pessoa presa, o trâmite tem prioridade na pauta.

O episódio no posto de combustíveis

Segundo o boletim de ocorrência, o episódio ocorreu na noite de 16 de março, em um posto na rua Camilo de Matos, zona leste de Ribeirão Preto. Imagens de câmeras de segurança mostram Ana Paula atingindo o carro de um casal durante uma manobra para deixar o local. Em seguida, ela teria agredido o casal, ofendido uma funcionária da loja de conveniência e tentado subornar policiais militares, oferecendo valores que teriam variado entre R$ 50 mil e R$ 500 mil para que o caso não fosse registrado.

Ainda de acordo com o registro, a acusada se recusou a soprar o bafômetro; levada à delegacia, foi examinada por médico legista, que atestou estado de embriaguez. Vídeos também mostram desacato às autoridades enquanto era conduzida em viatura. Além dos crimes de desacato e tentativa de corrupção ativa, Ana Paula é investigada por dano, embriaguez ao volante, lesão corporal e abandono de incapaz — a filha dela, de 9 anos, foi encontrada sozinha em um apartamento e disse ao pai que a mãe havia saído para beber.

A defesa alegou que a ré não representa perigo concreto e que faz uso de medicamentos que podem ter causado um episódio de descontrole emocional na data dos fatos. A Polícia Civil e o Tribunal ainda não registraram posicionamento formal da defesa sobre a decisão desta segunda-feira.

O caso segue sob acompanhamento e novas decisões judiciais podem surgir nas próximas semanas, conforme os recursos apresentados pelas partes sejam apreciados.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.