Defesa do suspeito quer que o caso saia de Ribeirão Preto, pela comoção que o caso tomou; Longo está preso desde 2018
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus para Guilherme Longo, acusado de matar seu enteado Joaquim em 2013. Com a decisão, o julgamento popular permanece em Ribeirão Preto, sem data definida. A defesa poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pedido de Habeas Corpus Negado
O pedido de habeas corpus, protocolado pela defesa de Guilherme Longo, alegava que a comoção social em Ribeirão Preto poderia prejudicar a imparcialidade do júri. O advogado Antônio Carlos de Oliveira afirmou que irá avaliar com Longo a possibilidade de recorrer ao STF.
O Caso Joaquim
Guilherme Longo é acusado de matar Joaquim Pontes Marques, de três anos, em 2013, por meio de superdosagem de insulina. O corpo da criança foi encontrado dias depois no Rio Pardo, em Barretos. Longo foi preso na Espanha em 2018 e extraditado para o Brasil. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver. A mãe de Joaquim, Natalia Pontes, também responde pelo crime, acusada de omissão, em processo separado.
Julgamento em Ribeirão Preto
O promotor Marcos Turno Nicolino considera a decisão do STJ uma vitória, acreditando que o julgamento em Ribeirão Preto ocorrerá sem maiores obstáculos. O advogado de acusação, Alexandre Durante, que representa o pai de Joaquim, espera a reunificação dos processos de Guilherme Longo e Natalia Pontes para um julgamento único. A defesa de Natalia Pontes, que sempre negou envolvimento no crime, não foi localizada para comentar.



