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Justiça obriga banco a ressarcir cliente que teve um PIX não autorizado saindo de sua conta

Sobre os direitos dos consumidores em casos de fraudes, ouça a coluna 'CBN Via Legal' com Guilherme Correia da Silva
PIX não autorizado
Sobre os direitos dos consumidores em casos de fraudes, ouça a coluna 'CBN Via Legal' com Guilherme Correia da Silva

Sobre os direitos dos consumidores em casos de fraudes, ouça a coluna ‘CBN Via Legal’ com Guilherme Correia da Silva

O Poder Judiciário capixaba determinou que um banco ressarcisse um cliente após um Pix não autorizado no valor de quase R$ 10 mil. A decisão judicial destaca a responsabilidade das instituições financeiras em garantir a segurança das transações.

Pix e a Responsabilidade Bancária

O caso analisado pela Justiça do Espírito Santo expõe a vulnerabilidade do sistema Pix a fraudes. Apesar da praticidade, a facilidade de transferência de valores também atrai golpes. A decisão judicial reforça a necessidade de os bancos investirem em segurança para prevenir esse tipo de ocorrência. A juíza entendeu que houve falhas na prestação de serviços por parte do banco, em razão da ausência de segurança nas transações.

Indenização por Danos Morais

Além do ressarcimento do valor, o banco foi condenado a pagar indenização ao cliente. De acordo com o advogado Guilherme Correia da Silva, a indenização por danos morais é aplicada quando há falhas de segurança comprovadas no sistema bancário. O especialista destaca que, na maioria das vezes, os bancos não reconhecem espontaneamente essas falhas, sendo necessário o ajuizamento de ações judiciais para reparação dos danos.

Golpes e Segurança do Pix

O advogado também abordou situações em que o celular do cliente é roubado e o Pix é utilizado para transferências fraudulentas. Ele explica que a jurisprudência ainda não é pacífica nesse ponto, havendo decisões judiciais divergentes. Em alguns casos, o banco é responsabilizado pelo ressarcimento, enquanto em outros, a responsabilidade é negada. A decisão judicial fica a cargo da análise do juiz, que irá verificar se houve ou não falha na segurança por parte do banco. O especialista também comentou sobre a possibilidade de contratação de seguros para cobrir situações de golpes e roubos, mas alerta para a necessidade de atenção ao contrato, pois muitos seguros não cobrem fraudes por meio de engenharia social. Apesar dos riscos, o Pix é uma ferramenta que facilita a vida dos usuários, mas é preciso estar atento às medidas de segurança e às responsabilidades de cada parte envolvida.

Em suma, o caso julgado no Espírito Santo serve como precedente importante, reforçando a responsabilidade dos bancos na segurança das transações via Pix e a possibilidade de indenização por danos morais em casos de falhas de segurança. A crescente utilização do Pix exige constante aprimoramento dos sistemas de segurança e conscientização dos usuários para prevenção de fraudes.

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