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Justiça obriga Franca a fiscalizar contratos do Minha Casa Minha Vida

Vistoria deverá identificar se imóveis foram abandonados, vendidos ou alugados ilegalmente em alguns bairros da cidade
Minha Casa Minha Vida
Vistoria deverá identificar se imóveis foram abandonados, vendidos ou alugados ilegalmente em alguns bairros da cidade

Vistoria deverá identificar se imóveis foram abandonados, vendidos ou alugados ilegalmente em alguns bairros da cidade

A Justiça Federal determinou que a Prefeitura de Franca fiscalize o cumprimento dos requisitos do programa Minha Casa, Minha Vida em quatro conjuntos habitacionais da cidade: Bernardo Pusci e os residenciais Rubi e Copacabana 2 e 3. A fiscalização buscará identificar imóveis abandonados, vendidos ou alugados ilegalmente.

Irregularidades no Programa Minha Casa, Minha Vida

De acordo com o Ministério Público, desde 2016 a Prefeitura de Franca se recusava a atender recomendações para realizar a fiscalização. Inspeções prévias no condomínio Bernardo Pusci identificaram ao menos 58 imóveis com possível situação irregular. O Ministério Público constatou que várias pessoas que receberam imóveis pelo programa os destinaram para outros fins, como venda ou aluguel, o que é proibido pela lei. Segundo o Procurador Gustavo Kêner, esse desvio prejudica o erário público e aqueles que realmente necessitam do benefício.

Decisão Judicial e Reação da Prefeitura

A Justiça Federal acatou a ação do Ministério Público, determinando a fiscalização. A Prefeitura de Franca, por meio de nota, informou que o setor jurídico ainda não foi notificado e que, dependendo da decisão, recorrerá. O Procurador Gustavo Kêner considera improvável que um recurso altere a decisão judicial, dada a solidez das provas apresentadas.

Próximos Passos e Sanções

A decisão judicial determina que a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura de Franca comuniquem à Polícia Federal os casos de irregularidades e mantenham os nomes dos envolvidos no cadastro do Minha Casa, Minha Vida, impedindo-os de receber novos imóveis pelo programa. Beneficiários com irregularidades constatadas também estarão sujeitos a sanções. A expectativa é de que a Prefeitura assuma a responsabilidade pela fiscalização e impeça o uso indevido dos recursos públicos, evitando prejuízos à população.

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