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Justiça ouve policiais suspeitos de espancar e matar mulher em Ribeirão em 2016

Audiência deve acontecer no começo da tarde desta quarta-feira (18); Luana Barbosa dos Reis foi morta após reagir a abordagem
morte policial Ribeirão Preto
Audiência deve acontecer no começo da tarde desta quarta-feira (18); Luana Barbosa dos Reis foi morta após reagir a abordagem

Audiência deve acontecer no começo da tarde desta quarta-feira (18); Luana Barbosa dos Reis foi morta após reagir a abordagem

Dois anos após a morte de Luana Barbosa dos Reis, acontece hoje a primeira audiência de instrução do caso em Ribeirão Preto. A previsão é que sejam ouvidas pelo menos 26 testemunhas, em um processo que envolve três policiais acusados de espancar Luana durante uma abordagem policial em abril de 2016.

Acusações e Testemunhas

A família de Luana acusa os policiais de racismo e homofobia, alegando que a abordagem resultou em lesões que levaram à morte da vítima, que era negra e lésbica. Os policiais, por sua vez, alegam legítima defesa, afirmando terem sido agredidos por Luana. A audiência de hoje ouvirá seis testemunhas de acusação e vinte de defesa, além dos três policiais réus.

O Depoimento da Mãe e as Expectativas da Justiça

A mãe de Luana, dona Euripedes Barbosa dos Reis, concedeu um depoimento emocionado, expressando sua dor e a expectativa por justiça. Ela relata o sofrimento da família após a morte de Luana e a necessidade de responsabilização dos envolvidos. O promotor, Eliseu José Beraldo Gonçalves, espera que a audiência leve à decretação da prisão dos policiais e à apuração da verdade. Ele afirma que a denúncia foi elaborada com base em provas robustas, incluindo o laudo de exame de corpo de delito e depoimentos de testemunhas.

Provas e Repercussão Nacional

Entre as provas apresentadas, estão o laudo de exame de corpo de delito, que atesta as lesões sofridas por Luana, e os depoimentos das testemunhas. O caso ganhou repercussão nacional após a ONU Mulheres e o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos o classificarem como emblemático da violência racista, de gênero e lesbofóbica no Brasil. Outras ONGs e movimentos LGBTQIA+ também se manifestaram sobre o caso, contribuindo para a ampla divulgação da situação.

A audiência de instrução é um passo importante na busca por justiça para Luana e sua família. O desenrolar do processo e a análise das provas serão cruciais para determinar a responsabilidade dos policiais envolvidos.

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