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Justiça ouve quatro réus da Operação Sevandija

Depoimento principal foi do advogado Marcelo Gir Gomes, acusado de movimentar cerca de R$ 1 milhão que seria de propina
Operação Sevandija
Depoimento principal foi do advogado Marcelo Gir Gomes, acusado de movimentar cerca de R$ 1 milhão que seria de propina

Depoimento principal foi do advogado Marcelo Gir Gomes, acusado de movimentar cerca de R$ 1 milhão que seria de propina

Nesta manhã, o Fórum de Ribeirão Preto sediou o julgamento de quatro acusados envolvidos no maior esquema de corrupção da história da cidade. O foco principal foi a lavagem de dinheiro, com ramificações que atingem a ex-prefeita Darci Vera, já condenada a 18 anos de prisão e atualmente presa em Três Corações.

Acusados e seus envolvimentos

O Ministério Público acusa Sandro Rovane de ter recebido R$ 11 milhões em propina, provenientes de cheques de Maria Zuelilli, em uma clara tentativa de lavagem de dinheiro. Sua filha, Ana Cláudia Silveira Neto, foi encontrada com R$ 400 mil. Marcelo Girgomes, advogado, é acusado de movimentar mais de R$ 1 milhão, enquanto o empresário Paulo Roberto Nogueira também teria movimentado cheques de origem ilícita. A ex-advogada do sindicato dos servidores municipais, Maria Zuelilli, é apontada como pivô do esquema, tendo recebido R$ 7 milhões em propina para liberar R$ 70 milhões para ações de perda salarial dos funcionários municipais, mesmo com a prefeitura em situação financeira delicada.

O esquema de lavagem de dinheiro

A investigação revelou indícios de que laranjas foram utilizadas pelo alto escalão da prefeitura para encobrir os crimes. A grande quantidade de cheques apreendidos será utilizada como prova pelos promotores para pedir a condenação dos réus. Para o professor de direito da USP, Daniel Pacheco, essa prática configura um novo crime, com pena que pode chegar a 10 anos de reclusão, além da perda de bens obtidos ilicitamente.

Delação e consequências

A delação do empresário José Carlos Arruda confirmou o recebimento de valores por Sandro Rovane através de cheques, fortalecendo as acusações contra os réus. Sandro Rovane, já condenado por corrupção há 14 anos, pode atrásra acumular mais uma condenação. Dependendo do andamento dos processos, o cumprimento de novas penas pode se iniciar em breve.

As informações foram colhidas pela IPTV, Manoel Branco para CBN Ribeirão.

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