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Justiça ouve testemunhas de defesa e acusação no caso Luana

Prestaram depoimento, nove policiais e um taxista envolvidos no caso; Luana morreu após ser agredida em uma abordagem policial
Caso Luana
Prestaram depoimento, nove policiais e um taxista envolvidos no caso; Luana morreu após ser agredida em uma abordagem policial

Prestaram depoimento, nove policiais e um taxista envolvidos no caso; Luana morreu após ser agredida em uma abordagem policial

Em mais um passo na investigação da morte de Luana Barbosa dos Reis, ocorrida após abordagem policial em abril de 2016, dez testemunhas foram ouvidas em Ribeirão Preto. O caso, que ganhou repercussão internacional com a intervenção da ONU, continua gerando debates sobre violência policial e racismo.

Depoimentos no Fórum

A audiência, realizada ontem, contou com a presença de representantes de movimentos sociais dando apoio à família de Luana e, do outro lado, cerca de 20 policiais militares em solidariedade aos três colegas acusados. Entre os depoimentos, estavam o de um taxista que levou Luana para casa da irmã após a abordagem, policiais militares (soldados, tenentes, capitão e um coronel), um policial civil que estava de plantão na delegacia e o assistente de acusação, Dr. Daniel Rond.

Testemunhos Contraditórios

O depoimento do policial militar Rubens Claudio Ciqueira Neri, que acompanhou a audiência, reforça a versão da defesa sobre a legitimidade da abordagem policial. Já o Dr. Daniel Rond, advogado da família, destaca a obtenção de provas importantes, incluindo contradições nos relatos dos policiais. Ele cita a presença do filho de Luana durante a abordagem e informações sobre a forma como ela foi contida, além de detalhes sobre a conduta dos policiais dentro da corporação.

Próximos Passos e Expectativas

A defesa considera a audiência produtiva, alegando não haver nexo causal entre a ação policial e a morte de Luana. Os próximos passos incluem o depoimento de outras testemunhas de defesa e os interrogatórios, previstos para o próximo ano. A próxima audiência de instrução está marcada para 7 de fevereiro de 2024, em Ribeirão Preto, onde outras testemunhas serão ouvidas. O caso segue em andamento, com a expectativa de novas informações que possam elucidar os fatos e esclarecer as responsabilidades envolvidas na morte de Luana.

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