Carlos Felipe Camargo foi golpeado ao menos nove vezes; crime aconteceu no dia 3 de março, em Ribeirão Preto
A Justiça deferiu a prisão preventiva de Brenda Carolini Pereira Xavier, acusada da morte do namorado, Carlos Felipe Camargo da Silva. O Ministério Público também rejeitou a versão de legítima defesa apresentada pela defesa — hipótese que já havia sido descartada pela polícia.
Decisão judicial e pedidos das autoridades
O pedido de prisão foi encaminhado pela polícia após a conclusão do inquérito, na última terça-feira, e referendado pelo Ministério Público. Segundo o MP, a medida é necessária para evitar interferência na coleta de provas e para preservar a integridade de testemunhas que ainda serão ouvidas ao longo do processo.
O inquérito e as circunstâncias do crime
De acordo com a investigação policial, Carlos morreu no dia 3 de março. Naquele dia, ele foi até a casa da mãe e do irmão com pertences pessoais e pediu para voltar a morar com a família. Brenda apareceu no local; os dois conversaram do lado de fora por alguns minutos e, em seguida, Carlos decidiu voltar para a casa com ela. Mais tarde, informou à família que queria reatar o relacionamento.
Depoimentos e sinais observados
Horas depois de o casal ter ido embora, o irmão de Carlos relatou que recebeu uma ligação da mãe de Brenda informando que Carlos teria sofrido um acidente. Ele foi socorrido na UPA e acabou morrendo. Quando se entregou, três dias após o crime, Brenda apresentava várias manchas e ferimentos; ela alegou que eram sinais de violência doméstica. Para o promotor responsável pelo caso, porém, essas lesões levantam suspeitas e não corroboram a versão de legítima defesa.
Com a prisão preventiva deferida pela Justiça, as autoridades devem dar prosseguimento às diligências previstas no processo enquanto a defesa e o Ministério Público se manifestam nos próximos atos legais.



