Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Marcelino, um ex-presidiário, encontra na Avenida 9 de Julho uma forma de sustento: a vigilância de carros. Sem conseguir outro emprego, ele depende das gorjetas diárias, que, em um bom dia, podem chegar a R$120. No entanto, essa atividade, desprovida de regras e organização, tem gerado incômodo entre os motoristas.
A Atuação Irregular e a Insatisfação dos Motoristas
Relatos de abordagens agressivas por parte de flanelinhas são frequentes. Alguns chegam a utilizar crachás e coletes, declarando-se seguranças, e até contam com um sindicato. No entanto, para o Ministério Público, a atividade é irregular e necessita ser coibida.
Decisão Judicial e as Implicações
Pela segunda vez, a promotoria obteve na justiça a proibição do trabalho dos flanelinhas. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo ressalta que eles chegam a disputar clientes e fazer ameaças. O promotor Carlos César Barbosa estabeleceu uma multa de R$1.000 para cada flanelinha flagrado, a ser aplicada tanto à prefeitura quanto à Polícia Militar.
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O Posicionamento do Ministério Público e a Busca por Soluções
O Ministério Público não se declara radicalmente contra a atividade, mas sim contra a extorsão e a insegurança gerada aos cidadãos. A proposta inicial era a criação de uma brigada voluntária de guardadores de veículos, com pessoas credenciadas e sem antecedentes criminais, que prestassem um serviço em troca de uma gratificação justa. A prefeitura, por sua vez, entende que a fiscalização dessa atividade é responsabilidade da Polícia Militar.
Em suma, o foco reside em garantir a segurança dos cidadãos e buscar alternativas que não envolvam a exploração e a intimidação.



