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Justiça quer saber onde estão as canetas de insulina aplicadas no menino Joaquim

Padrasto da criança, Guilherme Longo, teria usado o material para aplicar uma superdosagem e matar o garoto
canetas de insulina
Padrasto da criança, Guilherme Longo, teria usado o material para aplicar uma superdosagem e matar o garoto

Padrasto da criança, Guilherme Longo, teria usado o material para aplicar uma superdosagem e matar o garoto

Um dos crimes que mais chocaram Ribeirão Preto foi a morte do menino Joaquim, ocorrida há sete anos. Agora, a justiça busca solucionar um mistério crucial para o julgamento dos acusados: o paradeiro das canetas de insulina que o padrasto, Guilherme Longo, teria usado para matar o enteado.

Canetas Desaparecidas

As canetas, fotografadas pela perícia da Polícia Civil durante as investigações, foram retiradas do núcleo de perícias criminalísticas em abril de 2014 e nunca mais foram encontradas, segundo documento assinado pela diretora da Polícia Técnica, Bruna Liboni. A juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra Zara, responsável pelo julgamento, exige esclarecimentos sobre o desaparecimento das provas.

Provas do Ministério Público

Apesar do sumiço das canetas, o Ministério Público possui outras provas para sustentar a acusação. O advogado auxiliar de acusação, Alexandre Durante, afirma que a defesa não solicitou contraprova dos resultados periciais relacionados às canetas. Outras evidências incluem o rastreamento feito por um cão farejador da PM, que indicou o Córrego Tanquinho como o local onde a criança teria sido deixada, e o corpo do menino foi encontrado dias depois no Rio Pardo, próximo a Barretos. O Ministério Público alega que Guilherme aplicou uma alta dose de insulina em Joaquim, que era diabético. O promotor Marcos Túlio Nicolino destaca a premeditação do crime, ressaltando que Guilherme pesquisou sobre insulina, teve acesso à medicação do menino e se informou sobre seu tratamento.

Julgamento e Condenação

Guilherme Longo e Natália Ponte, mãe de Joaquim, serão julgados por homicídio triplamente qualificado, com Guilherme respondendo também por ocultação de cadáver. O julgamento, que pode ocorrer ainda este ano fora de Ribeirão Preto, dependerá da decisão da juíza. Guilherme Longo está preso há dois anos em Três Embas, enquanto Natália aguarda o julgamento em liberdade. O Ministério Público acredita que a pena de Guilherme deve ser superior a 30 anos, considerando a gravidade do crime e a idade da vítima. A defesa de Guilherme Longo não foi encontrada para comentar, e a defesa de Natália Ponte alega sua inocência nos atos praticados pelo ex-companheiro. A Secretaria de Segurança Pública se comprometeu a fornecer informações sobre o desaparecimento das canetas.

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