Júri, com início marcado para 16 de outubro, conta com 31 pessoas atreladas ao processo, mas duas não foram encontradas
O julgamento do caso do menino Joaquim, um dos maiores crimes da história de Ribeirão Preto, está próximo, marcado para ocorrer entre os dias 16 e 27 de outubro. Porém, a Justiça enfrenta dificuldades para localizar duas testemunhas cruciais: um ex-bombeiro militar e uma educadora da área da saúde.
Testemunhas Desaparecidas
Ambas as testemunhas prestaram depoimentos durante o processo, mas desde a marcação do júri não respondem às notificações da Justiça. A busca pelas testemunhas é realizada pela Central de Mandados, com oficiais de Justiça realizando buscas em seus endereços registrados. A dificuldade em localizá-las pode ser atribuída a diversos fatores, como mudanças de endereço por motivos profissionais ou familiares.
Impacto no Julgamento
O advogado criminalista Leonardo Afonso Pontes explica que a ausência dessas testemunhas pode levar ao adiamento do julgamento, dependendo da decisão do Ministério Público. Se o Ministério Público insistir no depoimento dessas testemunhas, consideradas importantes para o caso, o julgamento poderá ser remarcado. A questão da morte de uma testemunha antes do julgamento também foi abordada, com o advogado explicando que a parte que a arrolou tem o direito de substituí-la.
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O Caso Joaquim
Guilherme Longo e Natália Ponte respondem por homicídio triplamente qualificado pela morte de Joaquim Pontimarques, de 3 anos, encontrado morto em 2013, cinco dias após desaparecer de sua casa em Ribeirão Preto. O caso, que mobilizou o país, envolve a suspeita de superdosagem de insulina. Apesar das investigações e da repercussão nacional e internacional, Guilherme e Natália sempre negaram participação no crime. A sociedade aguarda ansiosamente pelo julgamento, dez anos após o ocorrido, e acompanha atentamente os desdobramentos da busca pelas testemunhas desaparecidas.



