Preso em maio, Marcelo Gir Gomes acusado de ajudar Sandro Rovani a ocultar a movimentação de R$ 1 mi dos honorários advocatícios
Após dois meses detido, Marcelo Girgomes, advogado envolvido na Operação Cervandígio, foi libertado na manhã desta terça-feira. A decisão foi proferida pelo juiz Lúcio Ferreira da Quarta Vara Criminal de Ribeirão Preto.
Prisão e acusações
Girgomes estava preso desde 28 de maio, na quarta fase da Operação Cervandígio. Ele é acusado de auxiliar Sandro Rovânia a ocultar R$ 1 milhão em honorários advocatícios de Suely Librand. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) se opôs à sua soltura, alegando que ele poderia ocultar dinheiro não rastreado pela operação.
Decisão judicial e argumentos da defesa
O juiz Lúcio Ferreira justificou a soltura considerando a suspensão da carteira de advocacia de Girgomes, o fechamento de seu escritório e o fato de os processos serem relacionados ao exercício profissional. A defesa argumentou que ele não foi condenado definitivamente em nenhum dos processos e que o período de prisão permitiu a colheita de provas e a formalização da acusação por crime sem violência ou grave ameaça. O juiz também levou em conta o tempo de prisão (dois meses).
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Liberdade condicional e desdobramentos
Girgomes responderá ao processo em liberdade, porém, com restrição de locomoção noturna, devendo permanecer em casa das 20h às 6h. Na semana passada, seu pai e então advogado, Cláudio Gomes, protocolou defesa prévia alegando inocência e afirmando que seu filho sofre de problemas psiquiátricos e está em tratamento médico. A soltura de Girgomes representa um novo capítulo na Operação Cervandígio.


