Eliézer Marins foi preso na tarde de terça-feira (6), em Ribeirão Preto; ele ficou na sede da Polícia Federal por quatro horas
O empresário Eliezer Marins, de 37 anos, suspeito de usar documentos do Ministério das Relações Exteriores sem autorização, foi solto pela justiça quatro horas após sua prisão pela Polícia Federal.
Prisão e Soltura
Detido ontem pela Polícia Federal após um mês de investigação em Ribeirão Preto, Marins foi autuado em flagrante por falsificação de selo ou sinal atribuído à administração pública, crime com pena de até seis anos de reclusão. A advogada Carolina Aran afirmou que a soltura foi determinada pela justiça e que Marins não chegou a ser transferido para o Centro de Detenção Provisória, permanecendo na sede da Polícia Federal apenas para prestar esclarecimentos.
Documentos Falsificados
Segundo a Polícia Federal, a carteira de identificação e a placa do veículo de Marins, contendo o brasão da República, não eram reconhecidas oficialmente. O empresário utilizava um cargo de adido consular, função exercida por funcionários públicos enviados a outros países para representar os interesses nacionais, nomeação feita pelo poder executivo. A advogada informou que houve um problema na confirmação da documentação pelo Itamaraty, mas que a comprovação será apresentada em breve.
Leia também
Desdobramentos da Investigação
A investigação da Polícia Federal sobre o caso já vinha ocorrendo há alguns meses. A soltura de Marins, apesar da gravidade das acusações, indica que a defesa apresentou argumentos que convenceram a justiça. Os próximos passos da investigação e a apresentação da documentação pela defesa serão cruciais para o desfecho do caso.



