Organização criminosa foi alvo da operação ‘Castelo de Areia’, em 24 de novembro; criminosos teriam movimentado R$ 36 milhões
A Justiça de Franca aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus os membros da quadrilha investigada na Operação Castelo de Areia, deflagrada em 24 de novembro. A operação investiga a movimentação de aproximadamente R$ 36 milhões em três anos, obtidos por meio de agiotagem.
Prisões Preventivas e Exoneração
Sete suspeitos tiveram suas prisões preventivas decretadas, incluindo o policial civil Rogério Camilo Heckel, exonerado em setembro. O promotor Rafael Piola, do Gaeco, afirmou que as prisões são necessárias para o andamento do processo. Segundo o Gaeco, a quadrilha utilizava ameaças e violência para cobrar dívidas de juros exorbitantes.
Investigações e Operação
Em 24 de novembro, uma força-tarefa cumpriu 20 mandados: sete de prisão preventiva, sete de prisão temporária, 12 de apreensão em Franca e um de busca e apreensão em Ribeirão Preto. Os lucros eram reinvestidos no esquema criminoso, usados para abertura de empresas de fachada e aquisição de bens (veículos e imóveis) para lavagem de dinheiro. Dois dias antes, a Operação Maré Alta prendeu dez suspeitos por agiotagem e lavagem de dinheiro em Franca, com movimentação estimada em R$ 19 milhões em três anos.
Esquema Criminoso
O Gaeco descreve a organização criminosa como hierarquicamente estruturada, com lucros de até 40% ao mês sobre os valores emprestados. A investigação demonstra a complexidade do esquema, envolvendo lavagem de dinheiro e uso de violência para garantir o retorno dos empréstimos ilegais.



