Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, analisa o avanço científico de tratamentos contra o novo coronavírus
Novos medicamentos contra a Covid-19 seguem em desenvolvimento, mostrando o trabalho ativo da comunidade científica em reduzir os impactos do novo coronavírus.
Avanços em tratamentos
A Merck, laboratório norte-americano, pede uso emergencial de um comprimido (molnupiravir) para o tratamento da Covid-19. A Astrazeneca, farmacêutica britânica, desenvolve um coquetel de drogas contra a doença. Esses avanços demonstram o trabalho incessante de pesquisadores em todo o mundo.
Eficácia dos novos tratamentos
O molnupiravir previne hospitalização ou morte em cerca de 50% das pessoas com alto risco de complicações e que já apresentam a doença em estágio leve. Já o AZD7442 da Astrazeneca, previne até 75% dos casos graves. O FDA (equivalente à Anvisa nos EUA) está analisando a proposta de uso emergencial do molnupiravir e deve aprová-lo em breve, dada a robustez dos estudos publicados. A eficácia desses medicamentos é crucial, principalmente considerando a expectativa de um inverno rigoroso no hemisfério norte, que pode influenciar a circulação viral.
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Implicações e cortes de verba
Esses avanços demonstram a importância da pesquisa científica na luta contra a pandemia. A vacinação, aliada aos novos tratamentos, contribui para reduzir as sequelas graves da Covid-19, incluindo a Covid longa, que afeta cerca de 30% dos infectados. Entretanto, é preocupante o corte de mais de 90% no orçamento destinado à ciência e tecnologia no Brasil, comprometendo pesquisas e desenvolvimento. Comparando com a pandemia da gripe espanhola, a ciência atual permitiu salvar milhões de vidas. O investimento em ciência e tecnologia é fundamental para o desenvolvimento econômico e a saúde pública do país, e cortes significativos representam um grande retrocesso.



