Esta é a 14ª ação criminosa deste tipo apenas neste ano na cidade; alvo da vez foi uma escola no bairro Parque Ribeirão
Mais de 700 alunos ficaram sem aula na escola municipal de educação infantil do bairro Parque Ribeirão, zona oeste de Ribeirão Preto, após o 15º furto em escolas municipais em 2018. Desta vez, criminosos roubaram parte da fiação elétrica, afetando o fornecimento de luz e água.
Prejuízos e consequências
A Secretaria de Educação informou que os reparos já estavam sendo providenciados e as aulas seriam retomadas na terça-feira. O furto causou prejuízos além da suspensão das aulas, impactando diretamente no aprendizado das crianças de 3 a 5 anos.
Análise do problema
Para Aristides Marquete Filho, pesquisador do Observatório Civil da Violência, a violência contra prédios públicos revela um problema social mais profundo. Ele destaca que o ganho material não é o único motivador, sendo a agressão às instituições uma forma de manifestar descontentamento. A escolha de escolas como alvo demonstra a vulnerabilidade dos prédios e a insatisfação com a sociedade no entorno.
Leia também
Soluções e desafios
O pesquisador argumenta que solucionar o problema exige alto investimento, muitas vezes inviável para o poder público. Embora medidas como a presença de seguranças sejam consideradas, a falta de recursos e a relação custo-benefício tornam essas soluções complexas. A Secretaria de Educação, por sua vez, solicitou maior policiamento e está desenvolvendo um projeto de monitoramento eletrônico com cobertura de seguro para as escolas.
O caso demonstra a necessidade de ações integradas para combater a violência contra escolas, envolvendo investimento em segurança, prevenção e políticas públicas que abordem as causas sociais subjacentes ao problema. A recorrência dos furtos exige uma análise aprofundada e soluções eficazes para garantir a segurança e o funcionamento adequado das instituições de ensino.



