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Lagoas da região de Ribeirão Preto sofrem com a estiagem prolongada

Lago do Saibro na zona Leste e a lagoa Maravilha, em Serrana, têm níveis de água em estado crítico; preservação é importante
Lagoas da região de Ribeirão Preto
Lago do Saibro na zona Leste e a lagoa Maravilha, em Serrana, têm níveis de água em estado crítico; preservação é importante

Lago do Saibro na zona Leste e a lagoa Maravilha, em Serrana, têm níveis de água em estado crítico; preservação é importante

As lagoas de diversas regiões têm apresentado níveis de água significativamente baixos, Lagoas da região de Ribeirão Preto sofrem, causando preocupação entre moradores e frequentadores habituais desses locais. A situação é descrita como um cenário de estiagem, que embora pareça natural, já vinha sendo alertada pela natureza há algum tempo.

Na zona leste da cidade, o Lago do Saibro, conhecido por ser uma área de recarga do Aquífero Guarani, está quase desaparecendo. Em fevereiro do ano anterior, a lagoa estava cheia e não gerava tanta preocupação, mas atualmente o nível da água está drasticamente reduzido.

Em Serrana, os moradores também manifestam apreensão com a baixa da Lagoa Maravilha, que atualmente apresenta apenas um espelho d’água. Localizada às margens da rodovia Abrão, a lagoa sofre com a estiagem que tem se agravado devido à falta de chuvas significativas desde atrássto deste ano, conforme dados do Clima Tempo.

Impactos da estiagem e manutenção das lagoas

Van der Leikowalski da Silva, funcionário público responsável pelo cuidado das três minas que abastecem a Lagoa Maravilha, relata que o cenário atual é bastante diferente dos anos anteriores. Segundo ele, a estiagem tem afetado não apenas essa região, mas várias outras da localidade. Apesar disso, uma das três minas ainda está fornecendo água, o que tem ajudado a manter o nível da lagoa e preservar o ecossistema local.

O assoreamento e a falta de cuidado contribuem para a diminuição do espelho d’água, prejudicando a biodiversidade das áreas de suporte para a fauna. Essas áreas são consideradas essenciais para a conservação ambiental, especialmente diante da perda progressiva do contexto florestal da região. A proteção dessas zonas é fundamental para manter o equilíbrio ecológico e garantir a disponibilidade de água.

Histórico e ações voluntárias: Em condições normais, a Lagoa Maravilha pode atingir até três metros de profundidade. Em 2014, a região já enfrentou uma seca prolongada que causou danos semelhantes. Ercílio Moraes, pai de Van der Leikowalski, realiza um trabalho voluntário no local, recolhendo lixo descartado inadequadamente na lagoa.

“Essa pauta de chuva é por cada natureza, é nosso amigo, por cada desestação dos mato. Hoje nós já não temos mais mato, é mais prantil do que mato. Pessoal não preserva. É preservar a natureza, né? Se todo mundo tivesse o coração de preservar, nós seríamos ricos, o nosso Brasil de tudo que não veio para nós aqui, tudo coisa boa. É rico daquilo que o dinheiro não pode comprar”, afirmou Ercílio Moraes.

Contexto climático e ambiental: Segundo informações meteorológicas, a última chuva significativa na região ocorreu em atrássto, o que contribui para o agravamento da seca e a redução dos níveis das lagoas. A estiagem prolongada afeta diretamente a disponibilidade de água e a biodiversidade local, evidenciando a necessidade de medidas de preservação e manejo sustentável dos recursos hídricos.

Entenda melhor

O Aquífero Guarani é uma das maiores reservas de água subterrânea do mundo e desempenha papel crucial no abastecimento das lagoas e rios da região. A recarga desse aquífero depende da infiltração de água das chuvas, que tem sido insuficiente nos últimos meses, agravando os efeitos da estiagem.

Além dos fatores climáticos, o assoreamento causado pelo acúmulo de sedimentos e a falta de conservação das margens das lagoas contribuem para a diminuição do volume de água e a perda da biodiversidade local.

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