Ar-condicionado, evitar o sol e bastante água são algumas das ações; cuidados são essenciais para evitar problemas de saúde
A intensa onda de calor eleva o risco de desidratação entre a população, com impacto mais grave nas pessoas idosas. Em um lar de longa permanência de Ribeirão Preto, a rotina foi adaptada para reduzir esses perigos: ampliou-se o uso de ar-condicionado e ventiladores, criaram-se áreas de sombra e reforçou-se o oferecimento de água fresca.
Medidas adotadas no lar
Segundo a equipe de cuidadores, as mudanças fisiológicas do envelhecimento fazem com que o idoso sinta menos sede e, por isso, procure menos água. “O idoso tem muitas mudanças no organismo com o envelhecimento, então a procura por água acaba sendo mais limitada”, explicam. Para compensar essa menor percepção de sede, a instituição intensificou a oferta de frutas, sucos e chás e instalou pontos variados de bebedouros à disposição dos moradores.
Riscos aumentados pela desidratação
A reumatologista Letícia Diorno alerta para as consequências da perda hídrica: quando a pessoa está desidratada, o sangue fica mais concentrado, o que pode elevar o risco de eventos trombóticos. A concentração urinária também facilita infecções do trato urinário, levando a um maior número de internações nessa época. Além disso, a desidratação contribui para o agravamento de infecções respiratórias altas e pode aumentar o risco de pneumonias.
Orientações práticas e relatos
No abrigo, os cuidados são colocados em prática diariamente pelos profissionais e assimilados pelos residentes. A moradora Maria Olinda resume a importância do hábito: “Tem que beber. Não dá para parar atrásra.” A recomendação é manter a ingestão de líquidos mesmo quando a sensação de sede é discreta, para evitar complicações.
As medidas adotadas pelo lar visam diminuir internações e proteger os moradores enquanto as temperaturas seguem elevadas.



