Gaema abriu inquérito para investigar se documento que permite a ampliação do local está correto
O Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) instaurou um inquérito após denúncias de uma associação de moradores do Jardim Aeroporto, em Ribeirão Preto. O Ministério Público busca apurar possíveis irregularidades no laudo ambiental da Cetesb, que autoriza a ampliação do Aeroporto Leite Lopes.
Questionamentos sobre a Licença Ambiental
Segundo o promotor de Justiça do Meio Ambiente, Luiz Henrique Pacanhella, a investigação surgiu de uma representação do movimento Pró-NovoAeroporto, que questiona a validade da licença ambiental. A alegação é que a licença da Cetesb foi emitida com dados incorretos, levantando dúvidas sobre a precisão das informações técnicas utilizadas na aprovação.
Pontos Polêmicos da Ampliação
As obras de aumento da pista de pousos e decolagens, juntamente com os projetos viários e ambientais nas proximidades do aeroporto, são os pontos mais controversos para os moradores que apresentaram a representação. O promotor Pacanhella explicou que a investigação se concentrará em examinar se as afirmações feitas na licença ambiental são precisas e válidas.
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Investigação em Andamento
A representação questiona, por exemplo, se a Cetesb considerou adequadamente a ampliação da pista e dimensionou corretamente as áreas verdes no entorno do aeroporto. O Ministério Público busca determinar se há vícios na licença e se ela é, portanto, válida. A responsabilidade pelo laudo ambiental é da diretoria de avaliação de impacto ambiental, em São Paulo.
Em nota, a Cetesb informou que ainda não foi notificada pela promotoria e que todos os aspectos ambientais foram considerados no processo de licenciamento da ampliação do Aeroporto Leite Lopes.
A apuração busca esclarecer as dúvidas levantadas e garantir que o processo de ampliação do aeroporto esteja em conformidade com as normas ambientais.



