Apontamento foi feito pelo Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia; CAIC Antônio Palocci segue fechada há mais de um mês
Um laudo do Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia revelou que 25% das escolas de Ribeirão Preto apresentam problemas graves e gravíssimos na rede elétrica. A denúncia veio à tona no mesmo dia em que ocorreram protestos de alunos e a suspensão de uma licitação para melhorias na infraestrutura elétrica das escolas.
Suspensão da Licitação e Protestos
A prefeitura suspendeu o edital que contrataria uma empresa para reparos na rede elétrica de duas escolas, Iuda Mandarino e Faustino Jaruschi, alegando readequação orçamentária. Simultaneamente, pais e alunos da escola Nelsa Miquelut Marzola, na Vila Virgínia, realizaram protestos devido à falta de professores e as precárias condições do prédio. Uma mãe de aluno relatou: “A escola está com péssimas condições de predial, de fiação, falta professor, falta inspetor, falta tudo”.
Riscos Graves e Investigação
O laudo do Conselho de Engenharia e Arquitetura, solicitado pelo Ministério Público, apontou que além das duas escolas citadas, outras 20 apresentam riscos graves na fiação e caixas de eletricidade. A situação preocupante, que coloca em risco alunos e funcionários, também mobilizou o Conselho Municipal da Educação. Márcio Silva, presidente da entidade, destacou a problemática da falta de funcionários e professores, agravada pelo fato de os alunos ficarem expostos aos riscos da infraestrutura precária enquanto aguardam aulas. A crise na educação local se intensificou após a morte de um aluno, Lucas Costa de Souza, de 13 anos, em 2023, na escola Eduardo Romualdo de Souza, na Vila Virgínia. As circunstâncias da morte estão sendo investigadas pelo Ministério Público, com a hipótese de choque elétrico.
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Ações da Prefeitura e Conselho Municipal
A escola Caí, Antônio Palosso, permanece interditada pela justiça devido ao risco de incêndio, deixando 780 alunos sem aulas há mais de um mês. Apesar da prefeitura afirmar ter realizado reformas, a liberação judicial ainda não ocorreu. A Secretaria da Educação informou que as 25 escolas com problemas na rede elétrica serão atendidas prioritariamente. O Conselho Municipal da Educação se reunirá com a prefeitura para discutir os problemas, incluindo a falta de professores e os riscos de incêndio. A situação na escola Caí, Antônio Palosso, completa 50 dias sem aulas.



