Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
O laudo da Polícia Civil, divulgado nesta terça-feira, revelou que Mariana, a jovem de 17 anos que faleceu após participar de uma festa rave em Ribeirão Preto, foi vítima de hipertensão intracraniana causada por um grave inchaço cerebral, possivelmente decorrente de intoxicação por droga ilícita.
Investigação em Andamento
O delegado Renato Savério informou que familiares da vítima e organizadores do evento serão intimados para prestar depoimento, visando a conclusão do inquérito. Além disso, serão solicitados os prontuários médicos dos locais onde Mariana recebeu atendimento. O objetivo é reconstruir a cronologia do atendimento médico prestado à jovem.
Entrada Irregular e Consumo de Drogas
Um ponto crucial da investigação é a entrada de Mariana na festa, já que ela e uma amiga, também menor de idade, conseguiram acesso sem apresentar documento de identidade. A polícia investiga se a droga consumida por Mariana foi vendida ou fornecida dentro do evento, além de apurar a responsabilidade pela fiscalização e segurança do local. Uma amiga relatou que Mariana ingeriu um comprimido de êxtase e mencionou a suspeita de que algo possa ter sido adicionado à sua bebida.
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Apuração da Promotoria
A promotora Marília Bononi Francisco, da Vara da Infância e da Juventude de Jardinópolis, também está acompanhando o caso. O foco é esclarecer como adolescentes tiveram acesso a um evento destinado a maiores de 18 anos e investigar o possível consumo de álcool e outras drogas por menores de idade na rave.
As autoridades buscam esclarecer todos os aspectos que levaram à trágica morte de Mariana, desde o acesso facilitado ao evento até o consumo de substâncias ilícitas.



