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Laudo do IML aponta que Nathália Garnica também morreu após ingerir chumbinho

Substância encontrada no cadáver exumado da filha de Elizabete Arrabaça é diferente do conferido no corpo de Larissa Rodrigues
Laudo do IML aponta que Nathália
Substância encontrada no cadáver exumado da filha de Elizabete Arrabaça é diferente do conferido no corpo de Larissa Rodrigues

Substância encontrada no cadáver exumado da filha de Elizabete Arrabaça é diferente do conferido no corpo de Larissa Rodrigues

A polícia deve ouvir novamente Luiz Garnica e Elizabeth Arrabassa na próxima semana para que novas versões possam ajudar a esclarecer a morte da professora Larissa Rodrigues — Laudo do IML aponta que Nathália —.

O diretor do IML de Ribeirão Preto, Ogene de Freitas Cardoso, confirmou que Natália Garnica, irmã de Luiz e filha de Elizabeth, morreu envenenada por chumbinho, porém com uma substância diferente daquela que matou Larissa Rodrigues. O relatório completo deve ser divulgado ainda esta semana.

A exumação de Natália ocorreu há quase um mês no cemitério de Pontau. O laudo médico aponta que ela morreu envenenada por carbofurano, um tipo de organofosfato, diferente do óxido de carb utilizado no envenenamento de Larissa. Segundo o diretor do IML, o resultado é confiável e não necessita de contraprova, tendo sido detectado em amostras de pulmão, estômago e fígado.

Detalhes do envenenamento: O diretor explicou que, apesar de ambos os venenos serem da mesma classe química e causarem sintomas semelhantes, como tontura e náuseas, são substâncias diferentes. O laudo toxicológico é final e o exame foi realizado com rigor para garantir a precisão do resultado.

Contradições na carta divulgada: Uma carta divulgada à imprensa, escrita por Elizabeth Arrabassa, afirma que Larissa morreu após ingerir um remédio para o estômago que estava contaminado com veneno de rato (chumbinho). Segundo a carta, o veneno teria sido encapsulado por Natália Garnica a pedido de proprietários rurais de Pontau. No entanto, o IML aponta que as substâncias encontradas no envenenamento de Natália e Larissa são diferentes, o que pode contradizer o conteúdo da carta.

Investigação e suspeitas: A morte de Larissa Rodrigues é tratada como homicídio qualificado na fase de inquérito policial, que resultou nas prisões temporárias de Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, e de sua mãe, Elizabeth Arrabassa, de 67 anos. A polícia civil e o Ministério Público suspeitam que um pedido de divórcio de Larissa, motivado por uma relação extraconjugal do marido, pode ter sido o motivo do crime. Elizabeth foi a última pessoa a estar no apartamento da vítima antes da morte.

Tanto Luiz quanto Elizabeth negam envolvimento no crime. O promotor de justiça Marco Sturro Nicolino destacou que, apesar da confissão de Elizabeth sobre ter fornecido chumbinho para Larissa, não há evidências técnicas que confirmem que Larissa teria ingerido o veneno da forma descrita.

Posição da defesa: A defesa de Elizabeth Arrabassa afirmou que não foi oficialmente comunicada sobre o laudo toxicológico e ressaltou que Elizabeth nega qualquer relação com a morte de Natália e Larissa. A carta divulgada surpreendeu a defesa, pois nela Elizabeth sugere que Natália teria colocado o chumbinho em uma cápsula de remédio e tirado a própria vida, e que Larissa teria ingerido esse remédio posteriormente.

Entenda melhor

Chumbinho é uma denominação popular para venenos à base de organofosfatos usados como raticidas, que causam sintomas como tontura, náuseas e podem levar à morte. No caso investigado, foram identificadas duas substâncias diferentes da mesma classe química, o carbofurano e o óxido de carb, em duas vítimas distintas.

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