Mulher de 34 anos teria sido espancada por PMs no dia 8 de abril, quando levava o filho ao colégio
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que Luana Barbosa dos Reis, de 34 anos, morreu em decorrência de isquemia cerebral e traumatismo cranioencefálico, causados por espancamento. Luana, que era homossexual, teria sido agredida por policiais militares durante uma abordagem em Ribeirão Preto.
O Caso e a Denúncia da Família
A família de Luana afirma que ela foi brutalmente espancada no dia 8 de abril, enquanto levava o filho à escola. Segundo relatos, Luana foi parada em uma abordagem policial e, ao se recusar a ser revistada por soldados da Polícia Militar, exigiu a presença de uma policial feminina.
Laudos do IML e as Contradições
A família obteve dois laudos do IML. O primeiro, realizado logo após a agressão, quando Luana ainda estava internada na UTI do Hospital das Clínicas, apontou politraumatismo causado por agente contundente. O exame necroscópico, por sua vez, constatou a morte por traumatismo cranioencefálico e isquemia cerebral.
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Posicionamento da Polícia Militar
Em nota, o tenente coronel da Polícia Militar, Francisco Mango Neto, explicou que os policiais militares faziam patrulhamento pelo bairro Jardim Paiva e decidiram abordar Luana ao avistar a motocicleta dela parada e um garupa sair correndo, o que causou desconfiança. Segundo Mango Neto, os policiais respondem a um inquérito policial que apura os fatos, e a investigação interna deve ser concluída em 45 dias.
O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias da morte de Luana Barbosa dos Reis e determinar as responsabilidades.


